

A Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos Estados Unidos, aprovou nesta quarta-feira (26) o daraxonrasib, sob o nome comercial Rasonque, para o tratamento de adultos com adenocarcinoma pancreático metastático que já receberam pelo menos uma terapia sistêmica ou que não são candidatos a esquemas de terapia sistêmica combinada.
A decisão transforma em opção terapêutica aprovada um medicamento que, até então, vinha sendo investigado em estudos clínicos.
A aprovação é baseada nos resultados do estudo clínico de fase 3 RASolute 302, que avaliou 500 pacientes com adenocarcinoma ductal pancreático metastático previamente tratado. No estudo, a sobrevida global mediana foi de 13,2 meses entre os pacientes que receberam daraxonrasib, contra 6,7 meses entre aqueles tratados com quimioterapia padrão.
Desenvolvido pela empresa americana Revolution Medicines, o daraxonrasib é um inibidor oral da proteína RAS, classificado como RAS(ON) multi-seletivo. A substância atua sobre uma das principais vias moleculares envolvidas no crescimento e na proliferação das células tumorais.
“Esses resultados representam uma virada real na oncologia pancreática. Pela primeira vez temos um medicamento que ataca diretamente o mecanismo molecular que impulsiona esse tumor e os números são impressionantes”, afirma o oncologista Mauro Donadio, especialista em tumores do aparelho digestivo da Oncoclínicas.
Tratamento difícil
O câncer de pâncreas é considerado um dos tumores mais letais da oncologia. A taxa de sobrevida em cinco anos para pacientes com doença metastática é de apenas 3%, e cerca de 80% dos pacientes recebem o diagnóstico já em estágio avançado ou metastático.
Foto: Divulga



