

A prévia da inflação na Região Metropolitana de Salvador (RMS) registrou deflação de 0,71% em agosto, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (26). O resultado é o menor para o mês desde 2022 e representa o segundo mês consecutivo de queda nos preços na região.
Em julho, o IPCA-15 havia recuado 0,10%. O índice de agosto também ficou abaixo da média nacional, que registrou deflação de 0,40%. Entre as 11 áreas pesquisadas pelo IBGE, a RMS teve a terceira maior queda, atrás apenas de Curitiba (-0,82%) e Belém (-0,74%).
O IPCA-15 é considerado uma prévia da inflação oficial e leva em conta os preços coletados entre 16 de julho e 14 de agosto.
Energia elétrica e combustíveis puxam queda
A principal pressão para baixo veio do grupo Habitação, que teve queda média de 2,01%. O resultado foi influenciado principalmente pela redução de 7,56% na energia elétrica residencial e de 1,95% no gás de botijão.
A energia elétrica foi, individualmente, o item que mais contribuiu para a deflação na RMS em agosto. Por outro lado, a tarifa de água e esgoto subiu 3,07% e ajudou a limitar a queda do grupo.
Na sequência, Transportes registrou recuo de 1,35%. Entre os principais responsáveis estão os combustíveis, que ficaram 3,76% mais baratos. A gasolina teve queda de 4,06%, enquanto as passagens aéreas recuaram 15,16%.
O conserto de automóveis, por outro lado, subiu 2,87% e foi um dos itens que seguraram uma queda ainda maior do grupo.
Alimentos também ficam mais baratos
Alimentação e bebidas, grupo que possui o maior peso no consumo das famílias da RMS, apresentou queda de 1,06%, também pelo segundo mês consecutivo.
A maior retração ocorreu entre os tubérculos, raízes e legumes, com queda média de 26,74%. O tomate teve redução de 43,22%, seguido pela batata-inglesa (-40,28%) e pela cenoura (-24,37%).
Apesar da deflação geral, quatro dos nove grupos analisados pelo IBGE tiveram alta de preços.
Vestuário, com aumento de 0,52%, e Educação, com alta de 0,37%, foram os grupos que mais pressionaram o índice para cima. Entre as roupas, os preços das peças femininas subiram 1,43% e das masculinas, 0,79%. Na educação, o ensino superior teve alta de 1,56%.
Inflação acumulada fica abaixo da média nacional
Com o resultado de agosto, o IPCA-15 da RMS acumula alta de 2,99% em 2026. O índice ficou abaixo do acumulado nacional, de 3,09%, e é o terceiro menor entre as 11 áreas pesquisadas.
Nos últimos 12 meses, a inflação acumulada na Região Metropolitana de Salvador é de 3,74%, também abaixo da média brasileira, de 4,24%.
O resultado coloca a RMS entre as regiões com menor inflação acumulada no período, atrás apenas das regiões metropolitanas de Curitiba (2,68%) e Belo Horizonte (3,27%).
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil