

A Polícia Federal ampliou a investigação sobre os bastidores de “Dark Horse”, produção cinematográfica inspirada na trajetória política de Jair Bolsonaro. A corporação solicitou à Agência Nacional do Cinema (Ancine) informações sobre a produção, o financiamento e as pessoas e empresas envolvidas no projeto.
A agência terá dez dias para apresentar dados sobre a situação do filme, cronograma informado, procedimentos administrativos e eventuais registros relacionados à produção. A PF também quer identificar produtores, coprodutores, distribuidoras e representantes legais.
Outro ponto da apuração é a possível utilização de recursos públicos ou incentivos fiscais para financiar o longa. A investigação tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro André Mendonça.
O filme passou a ser alvo de maior atenção após a divulgação de informações sobre a captação de recursos para o projeto. Flávio Bolsonaro afirmou ter captado R$ 61 milhões com o empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master. A PF investiga o destino dos valores e uma possível relação entre parte dos recursos e despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
Além da investigação federal, a produção enfrenta um procedimento administrativo na Ancine. A agência autuou, em julho, a empresa Go Up Entertainment por realizar filmagens de uma produção estrangeira no Brasil sem a comunicação prévia exigida.
“Dark Horse” tem previsão de estreia nos cinemas brasileiros a partir de novembro, após as eleições. O ator Jim Caviezel, conhecido por “A Paixão de Cristo”, interpreta Bolsonaro. A trama aborda principalmente a campanha presidencial de 2018 e o atentado sofrido pelo então candidato em Juiz de Fora.
A Europa Filmes planeja distribuir o longa no país em pelo menos 650 salas, com versões dubladas.
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