segunda, 17 de agosto de 2026
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EUA ESTUDAM NOVAS SANÇÕES CONTRA ALEXANDRE DE MORAES, DIZ JORNAL BRITÂNICO

Hugo Leite - 17/08/2026 09:51

O jornal britânico Financial Times noticiou neste domingo (16) que o governo dos Estados Unidos está discutindo novas sanções contra o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, em meio à crise diplomática entre os dois países.

“O governo [de Donald] Trump considerou adotar novas medidas contra o ministro Alexandre de Moraes — que já havia sido alvo de sanções no ano passado por questões de direitos humanos, antes de a medida ser revogada —, segundo pessoas a par do assunto”, publicou o Financial Times.

“A atenção de Washington sobre o magistrado pode ampliar a divergência com Brasília em questões comerciais e políticas, lançando uma sombra sobre as próximas eleições na maior democracia da América Latina.”

Moraes já havia sido sancionado pelo governo americano em julho do ano passado pela Lei Magnitsky. Foi a primeira vez que uma autoridade brasileira foi submetida a tal punição, uma das mais severas disponíveis para Washington contra estrangeiros considerados autores de graves violações de direitos humanos e práticas de corrupção.

A punição — que restringia as movimentações financeiras de Alexandre de Moraes e sua esposa, Viviane Barci de Moraes — foi adotada em um momento em que o governo Donald Trump fazia críticas ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.

Mas em dezembro, após uma aproximação diplomática entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Moraes e sua esposa foram retirados da lista de sancionados da Lei Magnitsky. Segundo o Financial Times, os EUA voltaram a discutir agora a situação de Moraes devido a decisões recentes em relação a um caso que desencadeou um debate sobre a liberdade de imprensa no Brasil.

Na semana passada, Moraes autorizou uma operação de busca e apreensão da Polícia Federal (PF) contra Raimundo Cutrim, ex-secretário do governo do Maranhão apontado como uma das fontes do jornalista Luís Pablo.

A medida faz parte de uma investigação sobre a obtenção e divulgação de informações relacionadas ao ministro Flávio Dino, também do STF, e foi tomada depois que a PF identificou Cutrim a partir da análise de equipamentos apreendidos anteriormente com o jornalista. (BBC)

 

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil.

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