

A desaprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a ficar numericamente acima da aprovação, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta sexta-feira (14). O levantamento mostra que 48% dos entrevistados desaprovam a gestão, enquanto 46% aprovam. Outros 6% não souberam ou não responderam.
Apesar da diferença de dois pontos percentuais, os resultados estão empatados tecnicamente devido à margem de erro da pesquisa, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Na pesquisa anterior, realizada no início de agosto, Lula registrava 48% de aprovação e 47% de desaprovação. Em julho, os índices eram de 48% de aprovação e 47% de reprovação. Há um ano, a desaprovação ao governo alcançava 51%.
O novo levantamento foi realizado em um período marcado por movimentações políticas e investigações envolvendo pessoas próximas ao presidente. Nos últimos dias, a Polícia Federal abriu inquéritos relacionados a suspeitas envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, filho de Lula.
As apurações mencionadas no levantamento envolvem suspeitas relacionadas a possíveis casos de tráfico de influência na área da Saúde, favorecimento na Dataprev e negócios supostamente ilícitos relacionados ao governo.
Paralelamente, Lula ampliou as articulações políticas com o Congresso Nacional. O presidente vem buscando apoio para as eleições de 2026 e também tentando avançar em projetos considerados prioritários pelo governo antes do primeiro turno.
Na semana passada, Lula se reuniu com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), que declarou apoio à sua candidatura, e com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Alcolumbre também participou de negociações envolvendo pautas de interesse do governo no Congresso.
Contratada pela TV Globo e pelo jornal O Globo, a pesquisa ouviu 2.004 eleitores entre segunda e quinta-feira.
O levantamento possui nível de confiança de 95% e margem de erro de dois pontos percentuais. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-06773/2026.
Os resultados indicam uma oscilação nos índices de avaliação do governo, com a desaprovação numericamente à frente da aprovação, mas dentro da margem de erro.



