sexta, 14 de agosto de 2026
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DESEMPREGO CAI NA BAHIA, MAS SALVADOR E RMS TÊM MAIORES TAXAS DO PAÍS NO 2º TRIMESTRE

Bruna Carvalho - 14/08/2026 15:00

A taxa de desocupação na Bahia caiu levemente de 9,2% para 9,1% entre o primeiro e o segundo trimestre de 2026, mas Salvador e a Região Metropolitana de Salvador (RMS) registraram aumento no período. Com índices de 11,4% e 12,5%, respectivamente, a capital baiana e a RMS tiveram as maiores taxas de desemprego entre capitais e regiões metropolitanas de capitais pesquisadas no país.

Os dados fazem parte da PNAD Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na Bahia, a taxa de 9,1% foi a menor registrada para um segundo trimestre desde o início da série histórica, em 2012, empatada com o resultado observado no mesmo período de 2025.

Apesar da leve redução, a Bahia manteve a segunda maior taxa de desocupação entre as 27 unidades da Federação, atrás apenas do Amapá, com 9,8%. O índice baiano ficou bem acima da média nacional, de 5,4%, e foi mais de quatro vezes superior ao registrado em Santa Catarina, que teve a menor taxa do país, de 2,1%.

Em Salvador, a taxa de desocupação passou de 10,2%, no primeiro trimestre, para 11,4% no segundo. Com o aumento, a capital baiana manteve a maior taxa entre as capitais brasileiras pesquisadas.

Na Região Metropolitana de Salvador, o índice foi ainda maior. A taxa de desocupação chegou a 12,5%, contra 11,2% no trimestre anterior. O resultado também colocou a RMS na liderança entre as 21 regiões metropolitanas de capitais analisadas.

A taxa de desocupação corresponde à proporção de pessoas com 14 anos ou mais que não estavam trabalhando e procuraram emprego em relação ao total da força de trabalho, formada por pessoas ocupadas e desocupadas.

Apesar do cenário de desemprego elevado, o número de pessoas ocupadas na Bahia cresceu entre o primeiro e o segundo trimestre de 2026. O avanço ocorreu em quase todas as formas de inserção no mercado de trabalho.

O maior aumento foi registrado entre trabalhadores por conta própria ou autônomos. O grupo ganhou 57 mil pessoas, alta de 3,2%, e chegou a 1,881 milhão de trabalhadores.

Também houve crescimento entre os empregados do setor público, com 35 mil novos trabalhadores, alta de 3,8%. O segmento passou a reunir 943 mil pessoas.

Por outro lado, o número de empregados do setor privado sem carteira assinada caiu em 26 mil pessoas, uma redução de 2,2%, totalizando 1,175 milhão de trabalhadores.

Também houve redução entre trabalhadores domésticos com carteira assinada, que recuaram em 10 mil pessoas, queda de 16,4%, e entre empregadores, com menos 7 mil pessoas, ou 3,5%. O grupo passou a somar 221 mil trabalhadores na Bahia.

O número de trabalhadores informais também cresceu na Bahia entre abril e junho. No segundo trimestre, 3,322 milhões de pessoas estavam na informalidade, 56 mil a mais que no trimestre anterior, alta de 1,7%.

Apesar do crescimento trimestral, houve queda na comparação anual. Em relação ao segundo trimestre de 2025, o número de trabalhadores informais recuou 1,6%, o equivalente a 53 mil pessoas.

A taxa de informalidade passou de 50,6% para 50,7% entre o primeiro e o segundo trimestre de 2026. O índice, porém, ficou abaixo do registrado no segundo trimestre de 2025, quando a taxa era de 52,3%.

Mesmo com a redução na comparação anual, a Bahia apresentou a quarta maior taxa de informalidade do Brasil. O estado ficou atrás apenas do Maranhão, com 56,9%, Pará, com 55,9%, e Amazonas, com 51,7%.

O índice baiano também ficou acima da média nacional, de 37,4%.

São considerados trabalhadores informais os empregados do setor privado e trabalhadores domésticos sem carteira assinada, trabalhadores por conta própria ou empregadores sem CNPJ e pessoas que atuam como auxiliares em negócios familiares.

Foto: Divulgação

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