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BAHIA DEVE TER 1,3 MIL NOVOS CASOS DE CÂNCER DO COLO DO ÚTERO EM 2026

Bruna Carvalho - 14/08/2026 10:49 - Atualizado 14/08/2026

A Bahia deve registrar 1.370 novos casos de câncer do colo do útero em 2026, segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA). O tumor está entre os principais tipos de câncer ginecológico registrados no estado.

Além dos casos de câncer do colo do útero, o INCA estima 580 novos diagnósticos de câncer do corpo do útero e 570 de câncer de ovário na Bahia neste ano. Juntos, os três tipos representam 2.520 casos.

Em Salvador, são estimados 250 casos de câncer do colo do útero, 200 de câncer do corpo do útero e 170 de câncer de ovário.

Além disso, o INCA também estima 20.670 novos casos de câncer entre mulheres na Bahia em 2026, considerando todos os tipos de tumores e o câncer de pele não melanoma. Sem esse último, a projeção é de 14.880 casos.

O câncer de mama aparece como o tumor com maior número de casos estimados no estado, com 4.480 diagnósticos. Na sequência está o câncer do colo do útero, com 1.370 casos previstos.

Em Salvador, são estimados 4.690 novos casos de câncer entre mulheres, considerando todos os tipos, e 3.930 sem o câncer de pele não melanoma. A capital deve registrar 250 casos de câncer do colo do útero.

Segundo o cirurgião oncológico André Bolsas, do Hospital Mater Dei Salvador, o câncer do colo do útero é o mais frequente entre os tumores ginecológicos, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.

Entre os fatores de risco estão excesso de peso, alimentação inadequada, falta de atividade física, consumo de bebidas alcoólicas e tabagismo. No caso do câncer do colo do útero, a infecção pelo HPV é o principal fator relacionado ao desenvolvimento da doença.

A vacinação contra o HPV e o acompanhamento preventivo estão entre as principais formas de prevenção. A infecção pelo vírus é comum e, em alguns casos, pode persistir no organismo e provocar alterações nas células do colo do útero, que podem evoluir para um tumor ao longo dos anos.

Para Bolsas, a combinação entre vacinação e acompanhamento preventivo pode reduzir significativamente a ocorrência da doença. “Com a combinação da vacinação e das técnicas de prevenção, reduz drasticamente a incidência desse câncer”, afirma.

Apesar da existência dessas estratégias, o especialista alerta para a baixa adesão de parte da população. A falta de acompanhamento pode fazer com que alterações sejam identificadas apenas em estágios mais avançados.

Sintomas e diagnósticos
Os sinais dos cânceres ginecológicos variam conforme o órgão afetado. Nos tumores do colo do útero e do endométrio, podem ocorrer sangramentos anormais, dores pélvicas e alterações urinárias ou intestinais.

Já o câncer de ovário costuma apresentar poucos sintomas nos estágios iniciais. Em fases avançadas, pode provocar aumento do volume abdominal e dificuldade para evacuar.

No câncer do colo do útero, a investigação começa pelo exame preventivo. Caso sejam identificadas alterações, podem ser necessários exames complementares, como biópsia ou conização, para confirmar o diagnóstico.

Tratamento
O tratamento depende do tipo e do estágio da doença. Nos casos iniciais de câncer do colo do útero, a cirurgia pode ser utilizada como principal estratégia. Em estágios mais avançados, pode ser necessário combinar radioterapia e quimioterapia.

No câncer do endométrio, a investigação pode começar após sangramentos ou alterações identificadas em exames de imagem. A histeroscopia pode ser utilizada para coletar material para análise. Quando o tumor é confirmado, a cirurgia costuma ser o tratamento inicial, principalmente nos casos diagnosticados precocemente.

Após o tratamento, as pacientes continuam em acompanhamento médico, com consultas e exames de imagem conforme a necessidade. Segundo Bolsas, esse monitoramento pode se estender por cinco anos.

(Tribuna da Bahia)

Foto: Divulgação/Reprodução

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