

Os preços da alimentação fora do domicílio avançaram 0,55% em julho, segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgados nesta terça-feira (11) pelo IBGE. A alta ficou acima da variação de 0,07% registrada pelo índice geral no mês.
Na mesma comparação, o grupo alimentação e bebidas, que reúne alguns dos principais insumos utilizados por bares e restaurantes, registrou deflação de 0,67%. O resultado foi influenciado principalmente pela queda de 1,14% nos preços da alimentação no domicílio.
O aumento nos preços dos estabelecimentos ocorreu justamente durante as férias escolares de julho, período em que o setor esperava uma movimentação maior de clientes. De acordo com pesquisa da Abrasel divulgada em junho, 54% dos bares e restaurantes projetavam crescimento do faturamento no mês. Entre esses estabelecimentos, 44% esperavam uma alta de até 20% em relação a um mês considerado normal.
“A boa expectativa de vendas em julho encorajou os empresários a buscar um pouco mais de margem, com algum aumento nos preços de venda. A expectativa agora é que a maior circulação de dinheiro na economia, estimulada pelas eleições, ajude a sustentar o movimento e contribua para uma melhora nos resultados das empresas”, explica Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel.
No acumulado do ano, setor segura reajuste
Apesar do aumento registrado em julho, o comportamento dos preços de bares e restaurantes no acumulado do ano apresenta um cenário diferente. Entre janeiro e julho, a alimentação fora do domicílio acumulou alta de 3,33%.
O índice ficou abaixo da inflação geral, de 3,44%, da alimentação no domicílio, que acumulou alta de 4,08%, e do grupo alimentação e bebidas, com avanço de 3,86%.
Os dados mostram que, no acumulado de 2026, os estabelecimentos do setor mantiveram os reajustes dos cardápios abaixo da variação registrada nos preços de seus principais insumos.
foto: Walter Medina Foto