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PIB DO AGRONEGÓCIO CAI 2% NO PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2026, SEGUNDO CEPEA

Hugo Leite - 07/08/2026 10:58

Após ter um crescimento superior a 12% em 2025, Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro recuou 2,01% no primeiro trimestre de 2026, de acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Com base nos dados consolidados entre janeiro e março, o PIB do agronegócio foi estimado em R$ 3,13 trilhões. Desse montante, R$ 1,88 trilhão corresponde ao ramo agrícola e R$ 1,25 trilhão ao segmento pecuário.

Considerando o desempenho do setor e o resultado da economia brasileira no período, a participação do agronegócio no PIB nacional é estimada em 22,8% em 2026, abaixo dos 25,2% registrados no ano anterior.

Segundo os pesquisadores do Cepea e da CNA, a retração mantém a tendência observada no quarto trimestre de 2025, quando o setor interrompeu a sequência de crescimento verificada até o terceiro trimestre daquele ano. Apesar da desaceleração no fim de 2025, o agronegócio encerrou o ano com expansão expressiva, impulsionada pelo desempenho dos primeiros nove meses.

Segmentos em queda

No primeiro trimestre de 2026, todos os segmentos que compõem o PIB do agronegócio apresentaram retração. O segmento primário registrou a maior queda, de 4,15%, seguido pelos insumos (-2,15%), agrosserviços (-1,25%) e agroindústria (-1,03%).

De acordo com o Cepea e a CNA, o principal fator para o resultado foi a expectativa de redução do valor da produção agropecuária ao longo de 2026. Conforme o levantamento, a queda dos preços superou os ganhos projetados de produção em diversas atividades agrícolas e pecuárias.

Na agroindústria, as atividades de base agrícola apresentaram retração, enquanto as de base pecuária registraram crescimento, favorecidas pela redução mais intensa do consumo intermediário.

O segmento de agrosserviços também foi impactado pelo desempenho dos demais elos da cadeia produtiva. As atividades ligadas ao ramo agrícola recuaram, enquanto o segmento pecuário avançou, impulsionado pela maior demanda por transporte, comércio e outros serviços associados à expectativa de aumento da produção.

 

Foto: Ascom Aiba/Divulgação.

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