

Após ter um aumento de quase 30% em julho, os preços do cacau no mercado internacional continuam subindo e analistas já avaliam a possibilidade de um novo período de preços altos. No primeiro pregão de agosto, os papéis da amêndoa para setembro avançaram 10,04%, cotados a US$ 5.939 a tonelada.
As preocupações com a produção de cacau na Ásia seguem impulsionando os preços futuros na Bolsa de Nova York.
No momento, há preocupação com as chuvas em excesso que atingiram Gana, o segundo maior produtor de cacau no mundo. O clima úmido também pode prejudicar a qualidade da safra na Costa do Marfim, líder no fornecimento global, devido ao elevado risco de doenças fúngicas nos cacaueiros.
E para completar, os preços do cacau ainda podem ser impactados pelo fenômeno El Niño sobre a produção dos principais países produtores.
No início de 2025, por conta das condições climáticas incertas na Costa do Marfim e em Gana, os preços do cacau chegaram a US$ 5.939 a tonelada, voltando a cair com o aumento da produção.
Na semana anterior, o Conselho do Cacau do Gana (COCOBOB) projetou que a produção da safra 2026/27 deve ficar entre 450 mil e 550 mil toneladas, ante as 750 mil toneladas da safra anterior.