

Responsável por um dos maiores fenômenos da música infantil brasileira, o compositor baiano Cid Guerreiro ficou marcado na história pelo sucesso de “Ilariê”, música lançada por Xuxa Meneghel em 1988 no álbum “Xou da Xuxa 3”. A canção se tornou um dos maiores hits da carreira da apresentadora, ajudou o disco a ultrapassar milhões de cópias vendidas e ganhou versões em diversos países.
Nascido em Salvador, em 1959, Cid Guerreiro também teve participação importante no movimento da Axé Music, além de compor outros sucessos e jingles que marcaram época. O reconhecimento nacional veio principalmente com “Ilariê” e “Tindolelê”, músicas que ajudaram a consolidar a imagem de Xuxa como um dos maiores nomes do entretenimento brasileiro.
O sucesso da música trouxe fama e dinheiro para o compositor. Em entrevistas, Cid revelou que viveu uma fase de grande prosperidade financeira, com muito reconhecimento e uma rotina cercada de oportunidades. Porém, segundo ele, apesar da riqueza e da popularidade, sentia um vazio pessoal e decidiu mudar completamente de vida.
Há cerca de duas décadas, o artista se converteu ao cristianismo evangélico e passou a dedicar a carreira à música gospel. Ele deixou de lado a imagem ligada ao carnaval e aos grandes palcos para atuar como pastor e trabalhar com projetos religiosos e sociais no Ceará.
Após a conversão, Cid Guerreiro também voltou a falar sobre uma das maiores polêmicas envolvendo “Ilariê”: os boatos de que a música teria mensagens ocultas ou relação com práticas religiosas negativas. O compositor negou as acusações e explicou que o nome da canção foi uma criação inspirada na palavra “hilária”, fazendo referência ao jeito alegre e divertido que ele associava à Xuxa.
Em sua nova fase, Cid chegou a lançar uma versão gospel de “Ilariê”, adaptando o clássico infantil para uma mensagem religiosa. Hoje, o compositor mantém uma vida mais discreta, distante dos holofotes que marcaram sua trajetória nos anos 1980 e 1990, mas continua sendo lembrado como o autor de um dos refrões mais populares da música brasileira.
Foto: Arquivo/Globo