

A sucessão na presidência da Fifa começou a ganhar novos contornos nos bastidores do futebol mundial. O presidente do Paris Saint-Germain, Nasser Al-Khelaïfi, desponta como o principal nome para enfrentar o atual mandatário da entidade, Gianni Infantino, nas eleições previstas para março de 2027. A movimentação é liderada por dirigentes da UEFA, que buscam uma candidatura capaz de unificar as federações europeias diante da crescente insatisfação com a atual gestão da Fifa.
Segundo veículos da imprensa europeia, Al-Khelaïfi passou a ser visto como o candidato de consenso por reunir forte influência política e econômica no futebol internacional. Além de comandar o PSG desde 2011, o dirigente também preside a Qatar Sports Investments (QSI), integra o Comitê Executivo da UEFA e mantém relações próximas com diversas federações nacionais, fatores que o colocam como um adversário de peso para Infantino.
A articulação ganhou força após a crise provocada pelo projeto da Fifa de criar a FIFA Forward Enterprise (FFE), empresa que administraria parte dos direitos comerciais da Copa do Mundo com participação de investidores privados. A proposta foi recebida com forte resistência pela UEFA, que acusa a entidade máxima do futebol de falta de transparência e de conduzir o processo sem diálogo com as confederações e associações nacionais.
Embora seja apontado como favorito nos bastidores europeus, Nasser Al-Khelaïfi ainda não oficializou candidatura e pessoas próximas ao dirigente afirmam que ele não trabalha, neste momento, para disputar o comando da Fifa. Mesmo assim, seu nome segue sendo tratado como a principal alternativa caso a oposição decida lançar um concorrente contra Infantino.
Do outro lado, Gianni Infantino continua contando com amplo apoio de associações filiadas à Fifa e ainda é considerado favorito à reeleição. Nas últimas semanas, mais de 200 das 211 federações nacionais manifestaram apoio ao dirigente suíço, embora o desgaste provocado pelas recentes controvérsias tenha estimulado a busca por uma candidatura de oposição.
foto= Crédito: Divulgação/PSG