

O senador e candidato à reeleição Angelo Coronel falou neste sábado (25/07), durante o evento “Sua Voz é Nossa Voz” em Jaguaquara, sobre o papel da agricultura familiar no abastecimento do país. Lembrou que o Brasil ocupa hoje a posição de terceiro maior fornecedor de alimentos do mundo e resumiu a tese central da fala numa frase direta: “Se o Brasil deixar de plantar, o mundo passa fome”. Para o senador, Jaguaquara representa um dos polos desta produção, sustentada sobretudo pelo consumo interno “a gente não exporta tomate, pimentão, quiabo, jiló, maxixe, galinha caipira. Quem faz a agricultura familiar, faz porque a gente consome aqui dentro de casa”.
Angelo Coronel é autor dos projetos de lei 1.389/2026 e 3309/2026, que tratam justamente da ampliação do crédito rural e da criação de mecanismos de proteção financeira para produtores do semiárido diante de emergências climáticas. O ponto de partida das propostas é um diagnóstico concreto: o Nordeste concentra quase metade do abastecimento de agricultura familiar do país, mas segue recebendo fatia menor do crédito rural subsidiado em comparação a outras regiões.
O PL 1.389/2026 propõe corrigir essa distorção ao garantir percentuais mínimos de recursos para o semiárido, 30% do PRONAF e 20% do PRONAMP, além de fortalecer o PROAGRO como instrumento de proteção contra perdas causadas por seca. A proposta também dá prioridade a investimentos em irrigação e tecnologia, frentes consideradas essenciais para reduzir a vulnerabilidade climática da produção rural nordestina.
Ao aproximar discurso e produção legislativa, Coronel trata a agricultura familiar como agenda permanente de seu mandato. A lógica que sustenta a atuação é muito simples, mais crédito significa mais produção, renda e mais emprego no interior, sobretudo em regiões historicamente prejudicadas pela distribuição desigual de recursos públicos destinados ao campo.



