

O PL oficializou a escolha do senador Flávio Bolsonaro como candidato à Presidência da República em uma convenção no Pacaembu, em São Paulo, neste sábado (25).
O discurso de Flávio foi dedicado a menções ao pai, com o candidato referindo-se a ele mesmo como “o filho mais velho do capitão”. Com uma música triste tocando, Flávio chorou ao falar do ex-presidente e disse que o pai é perseguido, injustiçado e vítima “da maior farsa” da história do país.
Entre outros bordões, Flávio disse que se Lula ganhar o Brasil vai ser uma ditatura, que filhos devem ser “estudantes e não militantes”, e defendeu a castração química para estupradores de crianças e que fiquem mais tempo na prisão aqules que “enfiam o cacete em mulher”.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, discursou no evento. Disse que Flávio está aqui não pelo sobrenome, mas tem esperança, pois é uma pessoa que vai honrar o pai.
Mas quem chamou atenção na festa foi o presidente da Argentina, Javier Milei, que discursou exaltado. Ao lado de Flávio Bolsonaro, exaltou o avanço da direita entre os governos da América Latina nos últimos anos.
Milei declarou que “o socialismo latino-americano está sendo erradicado, eleição a eleição”, e que Jair Bolsonaro foi “preso injustamente” pelo Supremo Tribunal Federal. O argentino conclamou a Flávio e aliados para que “se preparem para uma grande batalha” e encerrou com o bordão que se tornou seu slogan de campanha: “Viva a liberdade, c*ralho!”