
O agravamento das tensões geopolíticas, com a guerra no Golfo Pérsico, trouxe novamente um cenário preocupante para a revenda da Bahia, abastecida pela Refinaria Mataripe (Acelen), que é privada.
A grande questão é que a Acelen compra o petróleo da Petrobras, que vende pelo preço do mercado internacional, hoje em torno de 100 dólares. As refinarias da Petrobras produzem seus produtos com o petróleo fornecido pela estatal, que repassa o barril a um valor quase 50% menor do que o do mercado internacional.
Ou seja, não tem como os postos revendedores da Bahia, principalmente os postos de estrada, concorrerem com os de outros estados. Dessa forma, a revenda da Bahia faz um apelo às autoridades competentes – ao governo da Bahia, aos seus senadores, e aos seus deputados federais –, em função do desequilíbrio concorrencial provocado por este cenário, que está impactando de forma negativa a atividade econômica que mais gera tributos ao nosso estado.
Ou seja, a revenda da Bahia está pedindo socorro. Nós precisamos de ajuda das autoridades constituídas.
Sindicombustíveis Bahia