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FESTIVAL VAI DISTRIBUIR ACARAJÉS DE GRAÇA NO PRÓXIMO SÁBADO EM SALVADOR

Victoria Isabel - 23/07/2026 15:53

Como parte da programação pelo Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, a Associação Nacional das Baianas de Acarajé, Mingau, Receptivo e Similares (Abam), com apoio da Prefeitura de Salvador, realizará a 8ª edição do Festival de Acarajé neste sábado (25), na Praça da Cruz Caída. O evento celebra o protagonismo da mulher negra e valoriza a importância histórica e cultural das baianas de acarajé e do ofício por elas desempenhado, reconhecido desde 2005 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como Bem Cultural Imaterial do Brasil.

 

O festival será realizado das 14h às 20h e contará com distribuição gratuita de acarajé em quatro tabuleiros, apresentações musicais e uma roda de conversa. A atividade “Mulher, Azeite e Flor” reunirá empreendedoras negras, baianas de acarajé e o público em geral para discutir temas como empreendedorismo, violência contra a mulher e racismo. Ao longo da programação, haverá apresentações de voz e violão, samba e da banda D’Papo. A expectativa é de que 30 baianas participem do evento, repetindo o número da edição anterior.

 

Para a vice-prefeita Ana Paula Matos, a realização do Festival de Acarajé dentro do Circuito Mulheres Negras em Movimento fortalece um dos maiores patrimônios de Salvador: a culinária ancestral do povo baiano e a força das mulheres negras.”O acarajé é muito mais que um alimento. Ele carrega ancestralidade, fé, resistência, empreendedorismo e a história de gerações que ajudaram a formar uma das capitais mais negras fora da África. Salvador tem o compromisso de valorizar essa herança e de transformar esse reconhecimento em políticas públicas, oportunidades e espaços de protagonismo para quem mantém viva a nossa cultura todos os dias”, afirma.

 

A vice-prefeita ressalta ainda que o ofício das baianas de acarajé, reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, ganha ainda mais força com o festival, que reúne diferentes ações voltadas ao fortalecimento da mulher negra, conectando cultura, economia, qualificação, empreendedorismo e pertencimento.

 

A presidente da Abam, Rita Santos, destaca que o Festival de Acarajé de Salvador é o único do país a oferecer distribuição gratuita da iguaria. “Este ano, na mesma data, estão sendo realizados festivais em São Paulo e no Rio de Janeiro, mas o único que conta com a distribuição gratuita do acarajé é o nosso. A praça fica cheia. Salvador tem que agradecer a essas mulheres empreendedoras por estar onde está. No entanto, sempre há aquele período em que precisamos afirmar e reafirmar a nossa identidade, e um desses momentos é o mês de julho. É uma maneira de mostrar a nossa resistência, afirmando que estamos aqui e viemos para ficar. É uma data que dá visibilidade às baianas de acarajé”, afirma.

Texto: Priscila Machado / Secom PMS

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