

O Nordeste ganhou 1,14 milhão de novos eleitores desde as eleições de 2022, enquanto o Sudeste registrou redução de 378.090 votantes no mesmo período, segundo dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Apesar da queda, o Sudeste permanece como o maior colégio eleitoral do país, com 66,33 milhões de eleitores aptos a votar. O Nordeste ocupa a segunda posição, com 43,53 milhões.
A mudança ocorre às vésperas das eleições presidenciais e altera a distribuição do eleitorado brasileiro entre as regiões.
Crescimento regional
O aumento do eleitorado nordestino foi registrado nos nove estados da região. Os maiores crescimentos percentuais ocorreram no Piauí (5,2%), Paraíba (5%) e Alagoas (5%).
Na Bahia, o número de eleitores também aumentou, com crescimento de 0,3% em relação às eleições de 2022.
Já a redução do eleitorado do Sudeste foi impulsionada principalmente por São Paulo, que passou de cerca de 34,7 milhões de eleitores para aproximadamente 34,1 milhões. Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo registraram crescimento, mas insuficiente para compensar a queda paulista.
Brasil tem mais de 158 milhões de eleitores
Segundo o TSE, o Brasil chega às eleições de 2026 com 158.745.463 eleitoras e eleitores aptos a votar.
O número representa um aumento de aproximadamente 2,3 milhões de votantes em comparação com 2022, quando o eleitorado nacional era de 156.454.011 pessoas.
Embora a redistribuição do eleitorado não determine, por si só, o resultado das eleições, a mudança demográfica pode influenciar as estratégias das campanhas e o direcionamento das agendas dos candidatos nas diferentes regiões do país.
Foto:Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil