

O índice Prato Feito (IPF), elaborado pelo Núcleo de Estudos Econômicos da Faculdade do Comércio (FAC-SP) revelou que o conhecido “PF”, tradicional nos restaurantes brasileiros, ficou mais caro em todas as regiões do país. No segundo trimestre, o preço médio de um PF chegou a R$ 31,90, um aumento de 5,4% em relação ao trimestre terminado em março e de 7,2% frente a janeiro deste ano.
Uma pessoa que almoça fora de casa em todos os dias úteis do mês gasta cerca de R$ 638 mensais apenas com o prato feito, supondo que ela faça 20 refeições por mês. O levantamento do segundo trimestre de 2026 contou com a maior base de dados da série histórica até o momento, com 887 observações válidas.
Os dados regionais mostram diferenças relevantes no custo da refeição pelo país, com o Sul registrando o maior preço médio de referência, seguido pelo Centro-Oeste. Enquanto isso, o Nordeste é a região em que o PF tem o segundo menor valor médio do país.
A diferença entre o Sul, região mais cara, e o Norte, região mais barata, alcança aproximadamente 16,4%. Segundo os pesquisadores, fatores como custo dos imóveis comerciais, renda local, logística, mão de obra, concorrência e perfil de consumo ajudam a explicar a disparidade regional.