

Em um cenário positivo e de crescimento para o plantio de grãos no Nordeste para 2026, a falta de chuva derrubou o potencial produtivo do milho cultivado no segundo semestre em áreas de Sergipe, Alagoas e do nordeste da Bahia. Boletim divulgado nesta terça-feira (14) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reduziu em 17,3% a estimativa para a terceira safra do cereal entre junho e julho, diante dos efeitos dos veranicos sobre lavouras em fases decisivas de desenvolvimento.
Segundo a Conab, a projeção passou de 3,26 milhões para 2,70 milhões de toneladas no período de um mês. O volume também representa queda de 10% ante as 2,99 milhões de toneladas colhidas na temporada anterior. Embora a área plantada tenha crescido 6,7%, a produtividade estimada caiu 15,7%, para 3.976 quilos por hectare.
O boletim também chama atenção para a situação crítica enfrentada pelos produtores no Sertão sergipano e no município de Adustina, na Bahia. Nestas regiões, boa parte da produção será destinada à silagem ou não serão colhidas.
A deterioração do milho ocorre em uma safra que, no agregado, permanece positiva para o Nordeste. A Conab estima uma produção regional de 34,82 milhões de toneladas de grãos, alta de 10,8% sobre o ciclo anterior, puxada principalmente por Bahia, Piauí e Maranhão.
Na Bahia, as perdas do milho estão concentradas nas lavouras de sequeiro do nordeste do estado. A redução das precipitações comprometeu cultivos em desenvolvimento vegetativo, floração e enchimento de grãos, com perdas já consolidadas em algumas áreas.
Apesar das perdas no milho, a produção total de grãos do Nordeste permanece em trajetória de crescimento. Bahia, Piauí e Maranhão devem concentrar 92,7% da produção nordestina. Além do avanço baiano, o Piauí tem crescimento estimado de 22,9%, para 7,69 milhões de toneladas, enquanto o Maranhão deverá produzir 9,12 milhões de toneladas, alta de 3,8%.
Com informações do Movimento Econômico*