

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) abriu uma ação civil pública contra a influenciadora Virginia Fonseca e a casa de apostas Blaze, com pedido de uma indenização de R$ 120 milhões por danos morais coletivos.
Um víde onde Virginia incentiva seus seguidores a apostarem na seleção de Cabo Verde contra a Argentina, com promessa de ganho fácil, que foi publicado recentemente nas redes socais, seria em parte, um dos motivos que estimulou a ação.
A nova ação judicial foi apresentada mais de um ano após a influenciadora prestar depoimento na CPI das Bets. Segundo o (MPDFT), ela e a plataforma Blaze teriam utilizado estratégias consideradas abusivas para atrair novos apostadores durante a Copa do Mundo.
Conforme o órgão, as campanhas de divulgação prometiam lucros fáceis e continham elementos caracterizados como publicidade enganosa. A investigação também sustenta que a Blaze operava sem autorização do governo brasileiro em 2023, período em que as apurações começaram. Ainda de acordo com o MPDFT, mais de 42 mil reclamações contra a plataforma foram registradas.
Na ação, o Ministério Público afirma que o esquema representava uma “engenharia predatória de exploração de vulnerabilidades cognitivas em escala massiva”.
Em comunicado, a Blaze informou que ainda não recebeu notificação oficial sobre o processo. A empresa destacou que mantém compromisso com a transparência, o cumprimento da legislação brasileira e a adoção das melhores práticas do mercado, priorizando a segurança dos usuários e os princípios do Jogo Responsável.
A Foggo Entertainment Ltda., responsável pelas operações da Blaze no Brasil, declarou que apresentará todos os esclarecimentos necessários assim que for formalmente intimada.
Já a defesa da influenciadora, conduzida pelo advogado Sanderson Mafra, afirmou que soube da ação por meio da imprensa e que responderá às acusações nos autos do processo.
Os advogados também destacaram que a própria petição inicial menciona diligências ainda em andamento, entre elas a solicitação de contratos considerados fundamentais para esclarecer a natureza da relação entre as partes, os valores envolvidos e os limites da atuação publicitária da influenciadora.
Por fim, a defesa nega qualquer participação em suposto conluio, prática predatória ou intenção de causar prejuízos aos consumidores, demonstrando confiança de que o caso será analisado de forma técnica pelo Poder Judiciário.
Agora, caberá à Justiça avaliar os pedidos apresentados pelo Ministério Público.
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