

O Consumo nos Lares Brasileiros cresceu 3,93% em maio de 2026 na comparação com maio de 2025, segundo o monitoramento mensal da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS). Em relação a abril, o indicador avançou 2,23%. No acumulado do ano, o consumo registra alta de 2,47%.
Os dados são deflacionados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e contemplam o desempenho de todos os formatos de supermercados.
Para o vice-presidente da ABRAS, Marcio Milan, o resultado de maio mostra que o consumo nos lares mantém resiliência, mesmo diante da desaceleração no ritmo de abertura de vagas formais. “O saldo do emprego formal em maio foi menor do que o observado no mesmo período do ano passado, mas permaneceu positivo. Além disso, o estoque de trabalhadores com carteira assinada segue em patamar elevado, o que contribui para dar previsibilidade ao orçamento das famílias e sustentação ao consumo nos lares. Em um cenário de juros elevados e consumidores mais atentos aos preços, essa previsibilidade de renda ajuda a preservar o abastecimento das famílias ao longo do mês”, analisa Milan.
De acordo com dados do Novo Caged, o Brasil gerou 72.960 empregos com carteira assinada em maio. No acumulado de janeiro a maio, foram criados 767.326 novos postos formais, alta de 1,6% no número de vínculos, elevando o estoque de empregos com carteira assinada para 47,8 milhões. Em 12 meses, o saldo chega a 973.285 novas vagas, crescimento de 2,1%.
Além do mercado de trabalho, a renda disponível das famílias contou com reforços adicionais ao longo de maio. Ao final do mês, a Receita Federal pagou cerca de R$ 16 bilhões a 8,7 milhões de contribuintes no primeiro lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026. Também seguiram em circulação recursos da antecipação do 13º salário de aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios do INSS, estimada em R$ 78,2 bilhões, para cerca de 35,2 milhões de beneficiários (abril a junho).
Outros programas e pagamentos extraordinários também contribuíram para reforçar o orçamento das famílias. Em maio, o Bolsa Família transferiu R$ 12,9 bilhões para 19,09 milhões de beneficiários. Já o quarto lote do PIS/PASEP, destinado a 4,5 milhões de trabalhadores, injetou cerca de R$ 5,7 bilhões na economia. No mesmo período, houve ainda a liberação de R$ 3,3 bilhões para o pagamento de atrasados do INSS.
Em perspectiva anual, soma-se a esse conjunto de medidas o reajuste de 5,4% no piso salarial dos professores da educação básica pública, em vigor desde janeiro, com impacto estimado de R$ 6,4 bilhões na economia em 2026.
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