

A situação da influenciadora Deolane Bezerra ganhou um novo capítulo após sua defesa levantar preocupações sobre as condições da cela e seu bem-estar. Segundo a defesa, a cela teria cerca de 3,57 m por 1,79 m, colchões deteriorados, lençóis com mofo, infestação de escorpiões e marimbondos, além de comida fria e queijo congelado devido às baixas temperaturas registradas durante uma vistoria da OAB.
No entanto, a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) contestou as alegações. Segundo o órgão, cada cela mede 2,20 m por 3,30 m, totalizando 7,26 m², área acima do mínimo exigido. A SAP informou ainda que há colchões extras, que a limpeza das celas e das roupas é realizada pelas próprias detentas, com fornecimento de kits de higiene, e que o Pavilhão Especial recebeu melhorias, como instalação de estantes plásticas e transformação de celas desocupadas em despensas.
Sobre a suposta infestação de escorpiões e marimbondos, a SAP afirmou que realiza dedetizações a cada 40 dias por meio de empresa especializada. Já a abertura na parede da cela, apontada pela OAB como falha estrutural, foi explicada como parte do projeto arquitetônico para ventilação e iluminação. As denúncias sobre revistas íntimas e falta de privacidade nos atendimentos jurídicos também foram contestadas pela SAP e pelo Ministério Público (MP), que afirmaram que os procedimentos seguem os protocolos institucionais.
O Ministério Público também se manifestou sobre o caso. O órgão citou um levantamento que aponta que 368 advogados já cumpriram prisão em celas especiais no estado de São Paulo sem questionamentos semelhantes. Para o MP, as instalações atendem às exigências legais, não havendo justificativa para a transferência de Deolane ou para a concessão de prisão domiciliar.
Com base nas informações apresentadas pela SAP, o promotor de Justiça classificou as queixas da OAB como desprovidas de fundamento.
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