

Em 2024, havia 522.761 unidades locais de empresas ativas na Bahia, onde trabalhavam 3.220.966 pessoas, sendo 2.622.402 empregados assalariados e 598.564 proprietários/sócios. Em 2023, o estado contava com 498.785 unidades locais empresariais, o que representou um crescimento de 4,8% entre um ano e outro, ou um saldo positivo de 23.976 novas unidades ativas, no período.
Todas as 27 unidades da Federação viram seu setor empresarial crescer entre 2023 e 2024. A Bahia teve apenas o 22º maior crescimento percentual (+4,8%), e o saldo positivo de unidades no estado (+23.976) foi o 7º do país.
No Brasil como um todo, o número de unidades locais de empresas cresceu 5,4% entre 2023 e 2024, passando de 11.255.614 para 11.867.005, o que representou um saldo de mais 611.391 unidades em um ano.
A Bahia continua o estado com mais unidades locais de empresas no Norte-Nordeste, tendo o 7º maior número do país. São Paulo (3.929.118), Minas Gerais (1.141.917) e Paraná (889.304) lideram nacionalmente.
O aumento no número de unidades locais de empresas ativas na Bahia, entre 2023 e 2024, ocorreu entre empresas de todos os tamanhos, mas foi puxado com mais força pelas microempresas, que possuem até 9 pessoas ocupadas.
Elas representam 9 em cada 10 unidades locais empresariais no estado (92,9% do total) e registraram um aumento de 5,0% no número de unidades funcionando, entre 2023 e 2024, passando de 462.361 para 485.477 (+23.116), no período.
As pequenas empresas (de 10 a 49 ocupados) ganharam 744 unidades (+2,4%), chegando a 31.909 em 2024 (6,1% do total em atividade na Bahia). As empresas médias (de 50 a 249 ocupados) aumentaram em 70 unidades (+1,7%), chegando a 4.090 (0,8% do total). Já as empresas maiores, com 250 pessoas ocupadas ou mais, ganharam 46 unidades (+3,7%), indo a 1.285 (0,2% do total).
Em 2024, empresas baianas também têm alta no pessoal ocupado (+2,6%) e no salário médio (+3,7%), mas valor segue 20,2% abaixo da média nacional
Com o crescimento no número de unidades locais de empresas na Bahia, entre 2023 e 2024, o estado teve aumento de 2,6% no pessoal ocupado, de 3.139.183 para 3.220.966, o que significou mais 81.783 trabalhadores em um ano.
O aumento absoluto no pessoal ocupado em empresas no estado foi o 9º maior do país, com os melhores resultados registrados em São Paulo (+486.113), Minas Gerais (+204.250) e Rio de Janeiro (+152.106).
No Brasil como um todo, entre 2023 e 2024, houve aumento de 3,1% no pessoal ocupado nas unidades locais de empresas formais, passando de 65.962.128 para 68.039.600. O número de trabalhadores cresceu em todas as unidades da Federação.
Em 2024, o salário médio mensal pago aos trabalhadores assalariados do setor empresarial na Bahia era de R$ 3.138,05, o que representou uma alta nominal (sem considerar a inflação) de 3,7% em relação a 2023 quando era de R$ 3.026,21. Apesar disso, em salários mínimos, o valor ficou um pouco abaixo do registrado no ano anterior (2,2 salários mínimos em 2024 frente a 2,3 em 2023).
O salário médio mensal do setor empresarial baiano também continuou inferior (-20,2%) ao nacional (R$ 3.932,44) e era o 6º menor do país em 2024, caindo uma posição frente ao ano anterior, quando ficava em 7º lugar.
Em 2024, os maiores salários médios estavam no Distrito Federal (R$ 5.805,20), São Paulo (R$ 4.598,40) e Rio de Janeiro (R$ 4.407,31). Por outro lado, Alagoas (R$ 2.771,87), Ceará (R$ 2.944,91) e Paraíba (R$ 3.003,29) tinham os valores mais baixos. Os 9 estados da região Nordeste ocupavam as últimas posições nesse ranking.
Em 2024, empresas de outras atividades de serviço tiveram o maior crescimento na Bahia; e as da saúde, o maior aumento de trabalhadores
Entre 2023 e 2024, o aumento no número de unidades locais de empresas ativas na Bahia (+23.976) se deu por conta de crescimentos em 19 das 20 seções da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) encontradas no estado.
O maior aumento absoluto e a taxa de crescimento mais elevada vieram de empresas do segmento de outras atividades de serviços, que reúne organizações associativas (sindicatos e de defesas de direitos sociais, por exemplo) e empresas de reparos e manutenção de equipamentos de informática e outros de uso doméstico. Essa atividade contou com 7.744 novas unidades locais na Bahia, entre 2023 e 2024 (+16,1%), chegando a um total de 55.817.
A única seção de atividades que teve saldo negativo no número de empresas, na Bahia, foi educação, com menos 4.069 unidade ativas entre 2023 e 2024 (-17,4%).
Por sua vez, o segmento que mais colaborou para o aumento geral do pessoal ocupado foi o de saúde humana e serviços sociais, que contou com mais 18.199 trabalhadores entre 2023 e 2024 (+6,8%), chegando a um total de 287.467.
O segmento empresarial com a maior remuneração média mensal na Bahia, em 2024, era o de atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados, que empregava 25.385 assalariados e tinha um salário médio de R$ 7.665,92. Na sequência, vinham eletricidade e gás (R$ 7.605,25) e indústrias extrativas (R$ 6.857,73). Já o menor salário médio era o de atividades imobiliárias (R$ 1.765,90).
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