quinta, 25 de junho de 2026
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HADDAD SAI EM DEFESA DE WAGNER E DIZ QUE SENADOR BARROU INTERESSES DO BANCO MASTER

Bruna Carvalho - 25/06/2026 09:25 - Atualizado 25/06/2026

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, saiu em defesa do senador Jaques Wagner após a operação da Polícia Federal que investiga suposto favorecimento ao Banco Master.

Em entrevista à jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, Haddad afirmou que Wagner atuou justamente para impedir interesses da instituição financeira no Congresso Nacional.

“Sou testemunha de que ele atuou contra o Banco Master e ajudou o governo a bloquear os interesses da instituição. Posso depor onde ele quiser”, declarou o ministro.

Segundo Haddad, o senador participou das articulações para barrar uma proposta ligada ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), conhecida nos bastidores como “Emenda Master”, após alinhamento com a equipe econômica do governo federal.

“Ele atuou contra o Master inclusive a meu pedido. Conversamos sobre essa emenda e eu expliquei a situação e a necessidade de votarmos contra. Ele entendeu, concordou e encaminhou a votação nesse sentido”, afirmou.

O ministro reforçou que, na sua avaliação, Wagner não trabalhou para beneficiar o banco em nenhuma discussão ocorrida no Senado. “Jaques Wagner bloqueou os interesses do banco no Senado, e não o contrário”, acrescentou.

As declarações marcam uma mudança de postura em relação ao posicionamento adotado logo após a operação da Polícia Federal, quando Haddad afirmou apenas que esperava que “a Justiça fosse feita”.

Enquanto recebe manifestações públicas de apoio, Wagner tenta reverter a decisão que autorizou buscas em seus endereços. A defesa do senador apresentou recurso ao ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, pedindo a anulação da medida.

Os advogados argumentam que o parlamentar jamais atuou em favor do Banco Master e sustentam que a única emenda apresentada por ele sobre o tema tinha o objetivo de limitar juros e ampliar a proteção aos consumidores, medida considerada contrária aos interesses da instituição.

A defesa também afirma que os valores em espécie apreendidos durante a operação possuem origem lícita e são provenientes de diárias pagas pelo Senado em missões oficiais ao exterior e de operações bancárias regularmente registradas.

Foto: Ricardo Stuckert / PR

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