

Principal rival do PT na Bahia, o grupo político de ACM Neto (União Brasil) optou por não explorar publicamente a operação da Polícia Federal (PF) que mirou o senador Jaques Wagner, que tenta a reeleição na chapa do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Como mostrou o GLOBO em março, petistas e o grupo do ex-prefeito de Salvador, que também teve a campanha impactada após a revelação de pagamentos do Master, selaram um acordo nos bastidores para deixar o escândalo envolvendo Daniel Vorcaro fora da disputa eleitoral estadual deste ano.
Wagner é alvo de investigações que apuram se ele agiu em prol dos interesses do banqueiro e de seu ex-sócio Augusto Lima no Congresso em troca de “vantagens indevidas”. A PF suspeita da atuação do senador em projetos importantes para a instituição financeira, como a “emenda Master”, que ampliava a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Em troca, o senador recebia benefícios, como aeronave à disposição, ingressos para shows internacionais e um apartamento de luxo de R$ 2,4 milhões em Salvador.
Neto evitou o tema nas redes sociais. Questionado por jornalistas durante agenda na última sexta-feira, o ex-prefeito evitou ataques diretos ao opositor: — Essa é uma questão que cabe ao Judiciário. O que nós esperamos é que a investigação seja completa, isenta, correta e que, ao fim, se há responsáveis e culpados, que sejam punidos. É aguardar para ver os desdobramentos que eventualmente isso pode ter.
Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo | Brenno Carvalho/O Globo