

A estação mais fria do ano começará oficialmente às 5h24 do domingo, 21 de junho, e terminará em 22 de setembro, no equinócio da primavera. O inverno de 2026 será marcado pela forte influência do fenômeno El Niño, o qual já está em execução desde o início do mês.
Esta condição climática, caracterizada pelas variações nos ventos e nas temperaturas a nível do mar, pode atingir uma intensidade de forte a muito forte. Se configura como um dos episódios mais intensos registrados desde 1950 e gerando impactos distintos no regime de chuvas e das temperaturas em todo o território brasileiro.
Baixas temperaturas
Uma forte frente fria, resultando em ondas de frio, marcará o começo da estação no Centro-Sul do país e causará também o fenômeno de friagem em estados como Rondônia, Acre e o sul do Amazonas. Além disso, em julho são previstos intensos episódios de baixas temperaturas chegando a 0°C e ocorrências de geadas na região Sul e em partes do Sudeste.
Apesar de ser a estação mais fria, a previsão indica que a temperatura deve ficar acima da média climatológica em quase todo o Centro-Oeste, Norte e Nordeste. E em agosto e setembro, o risco de ondas de calor aumenta, podendo atingir diversas áreas do país.
As chuvas e os impactos regionais
Os efeitos mais fortes do El Niño atingirá a região Sul, com volumes de chuva acima da média em toda a região e possibilidade de temporais frequentes. Onde o clima costuma ser mais seco, haverão episódios de chuva atípica. O Sudeste e no Centro-Oeste terminarão o inverno com índices ligeiramente superiores ao normal.
Já na região do extremo norte, Norte e Nordeste, o período deve ser mais seco do que o habitual. No litoral leste nordestino, a previsão indica chuvas abaixo da média entre julho e setembro e o padrão de umidade mais elevada no centro-sul pode retardar o avanço de queimadas nestas áreas.
Foto: Raphael Muller / Ag. A TARDE



