Os professores da rede privada da Bahia decidiram manter o estado de greve após assembleia realizada nesta terça-feira (17), mas optaram por não iniciar uma paralisação das atividades neste momento. A deliberação ocorreu durante reunião que discutiu os rumos da campanha salarial da categoria e o andamento das negociações com o setor patronal.
De acordo com os docentes, a mobilização continuará ativa enquanto seguem as tratativas com o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado da Bahia (Sinepe-BA). A categoria considera que ainda não houve avanços suficientes para atender às reivindicações apresentadas nas mesas de negociação.
Durante a assembleia, também foi aprovada a realização de um novo encontro após o período de recesso escolar. Na ocasião, os professores voltarão a analisar o cenário das negociações e poderão discutir novas medidas, caso não haja progresso nas conversas.
Segundo representantes da categoria, a participação dos profissionais foi maior em comparação à assembleia anterior, reunindo docentes tanto de forma presencial quanto virtual.
Nos últimos dias, algumas instituições registraram suspensão parcial das atividades em decorrência da mobilização dos professores. Entre elas estão os colégios Anchieta, Bom Pastor, Salesiano, Gênesis Costa Azul e São Paulo.
Na semana passada, os docentes haviam aprovado por unanimidade o estado de greve, alegando insatisfação com as propostas apresentadas pelo setor patronal. A categoria sustenta que as condições oferecidas até agora permanecem abaixo das expectativas e das demandas defendidas pelos trabalhadores da educação.
Enquanto não há definição sobre uma eventual greve, os professores afirmam que seguirão mobilizados e acompanhando o desenrolar das negociações nas próximas semanas.
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