

A abertura da Copa do Mundo de 2026 foi marcada por um susto fora das quatro linhas. Antes do início da partida entre México e África do Sul, realizada no Estádio Azteca, na Cidade do México, um torcedor de aproximadamente 40 anos sofreu um infarto ao passar pela entrada do estádio. Ele recebeu atendimento imediato da equipe médica presente no local e foi encaminhado a um hospital, onde permanece em estado estável.
O episódio chama atenção para um risco pouco discutido durante grandes competições esportivas: o aumento da incidência de eventos cardiovasculares associados a momentos de forte carga emocional. Segundo a cardiologista Carolina Thé, do Núcleo TB, situações de intensa excitação, estresse e ansiedade podem desencadear problemas cardíacos em pessoas com fatores de risco ou doenças cardiovasculares já existentes.
“A emoção faz parte do esporte e é um dos elementos que tornam a Copa do Mundo tão especial. No entanto, em algumas pessoas, especialmente aquelas com hipertensão, diabetes, colesterol elevado, histórico de doenças cardíacas ou tabagismo, momentos de grande tensão podem provocar alterações importantes na pressão arterial e na frequência cardíaca, aumentando o risco de infarto e outras complicações cardiovasculares”, explica.
Estudos realizados em diferentes países já identificaram aumento no número de internações e atendimentos por problemas cardíacos durante partidas decisivas de grandes torneios. A combinação entre adrenalina elevada, privação de sono, consumo excessivo de álcool e alimentação inadequada pode agravar ainda mais esse cenário.
“O coração não diferencia uma ameaça real de uma emoção intensa provocada por um jogo. O organismo libera hormônios como adrenalina e cortisol, que aceleram os batimentos cardíacos e elevam a pressão arterial. Para quem já possui algum comprometimento cardiovascular, esse aumento da demanda pode funcionar como um gatilho para eventos graves”, afirma Carolina Thé.
A médica destaca que a atenção deve ser redobrada entre homens acima dos 40 anos, pessoas sedentárias e pacientes que já possuem diagnóstico de doenças cardiovasculares. Manter a medicação em dia, evitar exageros com bebidas alcoólicas, dormir adequadamente e procurar atendimento ao perceber sintomas suspeitos são medidas fundamentais durante o período da competição.
Entre os principais sinais de alerta para um possível infarto estão dor ou pressão no peito, falta de ar, suor excessivo, tontura, náuseas e desconforto que podem irradiar para braços, costas, mandíbula ou pescoço.
“Muitas pessoas acabam ignorando os sintomas por acreditarem que é apenas ansiedade ou nervosismo por causa do jogo. Esse atraso na procura por atendimento pode comprometer o tratamento e aumentar o risco de sequelas. Em qualquer suspeita de infarto, a recomendação é buscar assistência médica imediatamente”, alerta a cardiologista.
Foto: MagnificInfarto durante a Copa do Mundo: cardiologista alerta para riscos da emoção excessiva durante os jogos*
A abertura da Copa do Mundo de 2026 foi marcada por um susto fora das quatro linhas. Antes do início da partida entre México e África do Sul, realizada no Estádio Azteca, na Cidade do México, um torcedor de aproximadamente 40 anos sofreu um infarto ao passar pela entrada do estádio. Ele recebeu atendimento imediato da equipe médica presente no local e foi encaminhado a um hospital, onde permanece em estado estável.
O episódio chama atenção para um risco pouco discutido durante grandes competições esportivas: o aumento da incidência de eventos cardiovasculares associados a momentos de forte carga emocional. Segundo a cardiologista Carolina Thé, do Núcleo TB, situações de intensa excitação, estresse e ansiedade podem desencadear problemas cardíacos em pessoas com fatores de risco ou doenças cardiovasculares já existentes.
“A emoção faz parte do esporte e é um dos elementos que tornam a Copa do Mundo tão especial. No entanto, em algumas pessoas, especialmente aquelas com hipertensão, diabetes, colesterol elevado, histórico de doenças cardíacas ou tabagismo, momentos de grande tensão podem provocar alterações importantes na pressão arterial e na frequência cardíaca, aumentando o risco de infarto e outras complicações cardiovasculares”, explica.
Estudos realizados em diferentes países já identificaram aumento no número de internações e atendimentos por problemas cardíacos durante partidas decisivas de grandes torneios. A combinação entre adrenalina elevada, privação de sono, consumo excessivo de álcool e alimentação inadequada pode agravar ainda mais esse cenário.
“O coração não diferencia uma ameaça real de uma emoção intensa provocada por um jogo. O organismo libera hormônios como adrenalina e cortisol, que aceleram os batimentos cardíacos e elevam a pressão arterial. Para quem já possui algum comprometimento cardiovascular, esse aumento da demanda pode funcionar como um gatilho para eventos graves”, afirma Carolina Thé.
A médica destaca que a atenção deve ser redobrada entre homens acima dos 40 anos, pessoas sedentárias e pacientes que já possuem diagnóstico de doenças cardiovasculares. Manter a medicação em dia, evitar exageros com bebidas alcoólicas, dormir adequadamente e procurar atendimento ao perceber sintomas suspeitos são medidas fundamentais durante o período da competição.
Entre os principais sinais de alerta para um possível infarto estão dor ou pressão no peito, falta de ar, suor excessivo, tontura, náuseas e desconforto que podem irradiar para braços, costas, mandíbula ou pescoço.
“Muitas pessoas acabam ignorando os sintomas por acreditarem que é apenas ansiedade ou nervosismo por causa do jogo. Esse atraso na procura por atendimento pode comprometer o tratamento e aumentar o risco de sequelas. Em qualquer suspeita de infarto, a recomendação é buscar assistência médica imediatamente”, alerta a cardiologista.
Foto: Magnific