

A Polícia Federal informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a existência de indícios de que pessoas ligadas ao empresário Henrique Vorcaro, pai do controlador do Banco Master, teriam obtido acesso indevido a sistemas internos da corporação. O relatório faz parte de uma investigação preliminar cujo sigilo foi levantado pelo ministro André Mendonça.
Segundo o documento, agentes federais localizaram, durante diligência de busca e apreensão, uma impressão contendo uma captura de tela de um sistema restrito da Polícia Federal. O material exibiria uma consulta relacionada a um ex-sócio do banqueiro Daniel Vorcaro.
A PF afirma que a apreensão reforça a hipótese de que Henrique Vorcaro poderia ter contado com a atuação de servidores ou intermediários dentro da corporação para acessar informações sigilosas. A suspeita é de que esses acessos teriam ocorrido de forma irregular e em benefício de interesses privados ligados à família.
O relatório destaca ainda que a imagem encontrada seria compatível com dados do sistema interno da PF, utilizado exclusivamente por agentes autorizados em investigações oficiais. Para os investigadores, o conteúdo sugere possível violação de protocolos de segurança e uso indevido de ferramentas institucionais.
As informações foram anexadas aos autos que apuram a suposta participação de Henrique Vorcaro em um conjunto de irregularidades investigadas no âmbito do Caso Master. O material veio a público no mesmo dia em que o STF tornou acessíveis documentos do processo após a devolução de pedido de vista que tratava da prisão preventiva do investigado.
A Polícia Federal segue apurando se houve participação direta de servidores da corporação no compartilhamento de dados e qual seria a extensão do eventual esquema de acesso indevido a informações sensíveis.
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