

A Câmara dos Deputados poderá votar ainda nesta semana duas propostas que têm gerado amplo debate no Congresso Nacional: o projeto que altera o modelo da escala de trabalho 6×1 e a proposta que tipifica a misoginia como crime. A previsão foi anunciada pelo presidente da Casa, Hugo Motta, após convocar uma reunião com líderes partidários para discutir os textos.
A expectativa é que as matérias avancem nos próximos dias, após a apresentação dos relatórios finais pelos parlamentares responsáveis. O deputado Leo Prates ficará encarregado de detalhar o parecer sobre a proposta relacionada à jornada de trabalho, enquanto a deputada Tabata Amaral apresentará o relatório referente ao projeto que trata da criminalização da misoginia.
A discussão sobre a escala 6×1 ganhou força nos últimos meses e é considerada uma das pautas prioritárias da Câmara. O texto em análise prevê mudanças na organização da jornada semanal, estabelecendo limite de 40 horas de trabalho e ampliando os períodos de descanso dos trabalhadores.
Por tramitar em regime de urgência, a proposta tem prioridade na pauta do plenário e precisa ser apreciada para que outras matérias possam avançar. Entre os projetos que aguardam votação estão iniciativas relacionadas à regulamentação da inteligência artificial e mudanças nas regras aplicadas aos microempreendedores individuais (MEIs).
Já a proposta sobre misoginia foi debatida ao longo das últimas semanas por um grupo de trabalho formado por deputados. Durante o período de análise, especialistas, representantes da sociedade civil e autoridades participaram de audiências públicas para discutir os impactos da discriminação contra mulheres e os mecanismos legais para combater esse tipo de prática.
O relatório em elaboração define misoginia como ações ou manifestações que promovam desprezo, discriminação ou violência contra mulheres, além de condutas que atentem contra sua dignidade ou igualdade de direitos.
Com a conclusão das negociações entre as lideranças partidárias, a expectativa é que os dois projetos sejam levados ao plenário nos próximos dias, marcando uma das semanas mais movimentadas do calendário legislativo recente.
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