

Uma sondagem do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre) indica que 51,2% dos trabalhadores brasileiros consideram estar difícil ou muito difícil conseguir um emprego atualmente.
Do total de entrevistados, 9,3% afirmam que está muito difícil encontrar trabalho e 41,9% avaliam como difícil. Já 23,3% consideram a situação normal, enquanto 23,3% dizem estar fácil e 2,2% muito fácil.
Por outro lado, 25,5% dos trabalhadores acreditam que está fácil ou muito fácil conseguir uma vaga, o maior percentual registrado em 12 meses da série histórica da pesquisa.
A sondagem também mostra cautela em relação ao futuro. Para os próximos seis meses, 33,6% dos entrevistados acreditam que o mercado de trabalho ficará mais difícil, enquanto 3,5% esperam que fique muito difícil. Outros 33,3% projetam estabilidade, 28,9% acreditam em melhora e 0,7% esperam cenário muito favorável.
Segundo o economista Rodolpho Tobler, do FGV Ibre, o mercado de trabalho ainda apresenta sinais de aquecimento, mas já há indícios de desaceleração nas contratações e aumento da incerteza econômica.
A pesquisa também aponta leve piora na satisfação com o trabalho principal. O índice de pessoas muito satisfeitas caiu de 13,1% para 12,6%, enquanto os satisfeitos passaram de 63,8% para 64,1% e os insatisfeitos recuaram de 7,5% para 6,9%.
Além disso, a percepção de renda suficiente para cobrir despesas essenciais caiu de 70,8% em abril para 70,3% em maio, indicando leve perda de fôlego na avaliação da renda do trabalho.
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