

Uma série de documentos divulgados nesta terça-feira aponta a existência de uma estrutura financeira criada para viabilizar a produção de Dark Horse, filme inspirado na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. Os registros indicam movimentações que poderiam alcançar cerca de US$ 24 milhões ao longo do período de financiamento do projeto.
Segundo as informações reveladas, o planejamento financeiro previa uma sequência de transferências internacionais distribuídas ao longo de aproximadamente um ano. O cronograma incluía aportes iniciais de maior valor e uma série de parcelas subsequentes destinadas à manutenção da produção audiovisual.
Os documentos analisados apontam que parte dos recursos previstos já teria sido transferida para empresas ligadas ao projeto, totalizando mais de US$ 10 milhões em pagamentos realizados nos primeiros meses do cronograma estabelecido.
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Entre os registros divulgados estão planilhas financeiras, comprovantes de transferências internacionais e trocas de mensagens entre pessoas envolvidas nas negociações. Em uma das conversas, haveria referência a parcelas pendentes e à programação de novos desembolsos para dar continuidade ao financiamento.
A documentação também inclui registros emitidos por sistemas utilizados para operações bancárias internacionais, indicando movimentações de recursos para contas no exterior relacionadas à estrutura financeira da produção cinematográfica.
De acordo com a reportagem, os arquivos permitem rastrear parte do fluxo de recursos destinados ao projeto e identificar mecanismos utilizados para a realização dos pagamentos. O material divulgado deverá ampliar o debate sobre a origem e a destinação dos recursos empregados na produção do longa-metragem.
Até o momento, não foram divulgadas informações sobre eventuais manifestações dos citados nos documentos a respeito das alegações apresentadas pela reportagem.



