
O dólar encerrou a sessão desta sexta-feira (5) em forte alta e voltou a superar o patamar de R$ 5,15, após a divulgação de dados de emprego nos Estados Unidos acima do esperado pelo mercado.
O relatório de emprego (payroll) mostrou a criação de 172 mil vagas em maio, número bem superior à projeção de 85 mil feita por analistas. O resultado foi interpretado pelos investidores como sinal de resiliência da economia norte-americana, influenciando as expectativas sobre os próximos passos da política monetária do Federal Reserve.
Com isso, o mercado passou a reforçar a leitura de que o banco central dos EUA deve manter os juros inalterados na próxima reunião, segundo projeções da ferramenta CME FedWatch, amplamente utilizada para estimar as chances de mudanças na taxa básica.
No fechamento, o dólar à vista registrou alta de 1,76%, sendo cotado a R$ 5,155 na venda. Já o dólar futuro para julho, o mais negociado na B3, avançou 1,96%, chegando a R$ 5,191.
Além dos dados econômicos, o câmbio também foi afetado por tensões geopolíticas. O impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã segue sem avanço, enquanto a retomada de conflitos na região do Oriente Médio mantém o petróleo acima de US$ 90 por barril, elevando preocupações com o crescimento global.
Outro fator de cautela veio do setor de tecnologia, com uma onda de vendas após resultados abaixo do esperado da fabricante de chips Broadcom, o que intensificou a realização de lucros em ações ligadas ao setor de inteligência artificial.
O cenário combinado de juros elevados por mais tempo, tensões geopolíticas e volatilidade nos mercados globais ajudou a fortalecer o dólar frente ao real ao longo do dia.
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