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INADIMPLÊNCIA DE ALUGUEL NA BAHIA REGISTRA LEVE ALTA, APONTA ÍNDICE SUPERLÓGICA

Victoria Isabel - 03/06/2026 17:00

A inadimplência de aluguel na Bahia registrou uma leve alta em abril, com taxa de 6,51% ante os 6,46% do mês anterior – uma variação de 0,05 ponto percentual. Porém, no comparativo com o mesmo período de 2025 (5,63%), o aumento foi significativo: 0,88 ponto percentual. A taxa no estado ficou ainda acima da média nacional, que foi de 3,18%. Os dados são do Índice de Inadimplência Locatícia (IIL) da Superlógica, principal plataforma de soluções tecnológicas e financeiras para o mercado do morar.

Apesar da estabilidade demonstrada, o estado da Bahia mantém um dos maiores índices de inadimplência do país, acima inclusive da média da região Nordeste, que liderou o ranking nacional de inadimplência em abril com taxa de 4,98%, reforçando um cenário de maior pressão no mercado local. Segundo Manoel Gonçalves, Diretor de Negócios para Imobiliárias do Grupo Superlógica, “a sequência dos últimos meses mostra uma relativa estabilidade, embora ainda em um patamar elevado, que acende um alerta de atenção no estado. O cenário exige cautela: inflação e juros seguem no radar em 2026, com impacto direto sobre o orçamento das famílias e, por consequência, na capacidade de pagamento dos inquilinos.”

A região Norte ficou em segundo lugar no ranking, com 4,37%, aumento de 0,08 ponto percentual, ante os 4,29% de março. Na sequência vêm as regiões Centro-Oeste (2,97%) e Sudeste (2,94%), respectivamente, ambas com recuo de 0,20 ponto percentual em relação ao mês anterior (a primeira havia registrado 3,17% e a segunda 3,14% em março). O Sul se mantém com a menor taxa do país, com 2,65%, uma baixa de 0,12 ponto percentual, após os 2,77% registrados em março.

Na região Nordeste, os imóveis comerciais continuam liderando a inadimplência de aluguel, com 7,54% em abril, queda de 0,11 ponto percentual em relação a março (7,65%). Em seguida, aparecem as casas, com 5,78% – alta de 0,88 ponto percentual frente aos 4,90% do mês anterior – e a inadimplência de apartamentos cresceu de 3,14%, em março, para 3,32%, em abril.

Entre a base nacional analisada por faixa de valor, os imóveis com aluguel de até R$ 1.000 continuam concentrando as maiores taxas, apesar do recuo em abril. Entre os residenciais, a inadimplência nessa faixa ficou em 5,56% contra 5,98% no mês anterior. Nos imóveis comerciais, fechou o período em 7,00%, ante 7,41% em março. Na outra ponta, as locações residenciais entre R$ 3.000 e R$ 5.000 registraram 1,71%, o menor índice entre os imóveis residenciais.

Os imóveis residenciais com aluguel acima de R$ 13.000 também seguiram em queda. Depois de registrarem 6,01% em fevereiro, recuaram para 5,83% em março, e fecharam abril em 4,52%. Apesar da melhora, a faixa ainda aparece entre os maiores índices da categoria, mantendo o segmento no radar das imobiliárias pelo impacto financeiro de contratos de maior valor.

“Os dados mostram que a inadimplência não está concentrada em um único perfil de locação. A faixa de até R$ 1.000 segue pressionada, o que reflete a maior sensibilidade das famílias de menor renda ao custo de vida. Mas contratos de valor mais alto também exigem atenção, porque cada atraso representa um impacto financeiro proporcionalmente maior para a imobiliária. Por isso, mais do que olhar apenas para a taxa média, é importante entender como a inadimplência se comporta dentro de cada carteira”, analisa Gonçalves.

Na análise por tipo de imóvel, os três segmentos registraram queda em abril. A inadimplência de apartamentos chegou a 2,11%, ante 2,30% em março; a de casas recuou de 3,60% para 3,31%; e os imóveis comerciais, que vinham acumulando pressão nos meses anteriores, cederam de 4,54% para 4,21%.

foto: freepik

 

 

 

 

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