

A fertilidade está diretamente ligada ao equilíbrio do organismo. Hormônios regulados, metabolismo saudável e qualidade de vida influenciam profundamente a capacidade reprodutiva feminina. Nesse contexto, a resistência à insulina e o diabetes descontrolado surgem como condições que podem impactar diretamente a fertilidade. A resistência à insulina, considerada um dos principais distúrbios metabólicos associados à infertilidade, está presente em aproximadamente 20,5% das mulheres com dificuldade para engravidar e possui forte relação com a síndrome dos ovários policísticos (SOP), afetando cerca de 35% a 80% das pessoas diagnosticadas com a condição. As alterações metabólicas afetam o equilíbrio hormonal, comprometem a ovulação e podem reduzir as chances de gravidez, além de aumentarem os riscos durante a gestação. “Por isso, é fundamental olhar para a saúde metabólica de forma integrada, entendendo que condições como resistência à insulina e diabetes podem interferir não apenas no bem-estar geral, mas também na saúde reprodutiva e nas chances de uma gestação saudável”, explica o médico do IVI Salvador, Fábio Vilela.
A resistência à insulina acontece quando o organismo apresenta dificuldade em responder adequadamente à ação da insulina, hormônio responsável por ajudar a glicose a entrar nas células. A condição pode estar relacionada a fatores como excesso de peso, sedentarismo, predisposição genética, alimentação rica em açúcar e ultraprocessados, além de alterações hormonais e síndrome dos ovários policísticos. Entre os sinais mais comuns do problema, estão dificuldade para emagrecer, aumento da gordura abdominal, cansaço frequente, escurecimento da pele em algumas regiões, aumento da fome e irregularidade menstrual. Quando não tratada, a resistência à insulina pode evoluir para o diabetes tipo 2 e desencadear impactos importantes sobre a saúde reprodutiva.
O diabetes mal controlado também pode afetar diferentes etapas do processo reprodutivo. Níveis elevados de glicose aumentam o estresse oxidativo no organismo, provocando danos celulares que comprometem a qualidade dos óvulos e dificultam tanto a fecundação quanto à implantação embrionária. O ambiente uterino também pode sofrer alterações, impactando o desenvolvimento inicial da gestação. Quando a gravidez acontece em um cenário de diabetes descompensado, aumentam os riscos de complicações como hipertensão gestacional, pré-eclâmpsia, parto prematuro e alterações congênitas. “O planejamento gestacional é fundamental para mulheres que possuem diabetes ou resistência à insulina. O acompanhamento médico ajuda a estabilizar os níveis glicêmicos e reduzir riscos durante toda a gestação”, destaca o especialista em reprodução assistida.
Um dos impactos da resistência à insulina e do diabetes está relacionado à qualidade dos óvulos. Em mulheres com idade reprodutiva mais avançada, o impacto tende a ser ainda maior, já que a reserva ovariana naturalmente diminui com o passar do tempo. Apesar dos impactos sobre a fertilidade, mudanças no estilo de vida podem ajudar no controle das condições metabólicas. Alimentação equilibrada, prática regular de atividade física e controle do peso corporal contribuem para melhorar a sensibilidade à insulina, favorecer o equilíbrio hormonal e aumentar as chances de gravidez. “Mais do que tratar a infertilidade, cuidar da saúde metabólica significa investir na saúde integral e na segurança de uma futura gestação”, conclui o médico do IVI Salvador.
Sobre o IVI – RMANJ
IVI nasceu em 1990 como a primeira instituição médica na Espanha especializada inteiramente em reprodução humana. Atualmente são em torno de 190 clínicas em 15 países e 7 centros de pesquisa em todo o mundo, sendo líder em Medicina Reprodutiva e o maior grupo de reprodução humana do mundo.