

As lojas da Estação Cidadela, do BRT de Salvador, foram vandalizadas e estão sendo utilizadas como abrigo por pessoas que circulam na região, como mostram imagens capturadas pelo Bahia Econômica em maio deste ano. Com investimento de R$18 milhões, o projeto de implementação das lojas e espaços de lazer das estações do BRT aconteceu em 2024 e fez parte de um pacote de ações comemorativas aos 475 anos da capital baiana.
A proposta das intervenções era requalificar o espaço livre das estações, buscando oferecer mais infraestrutura e qualidade de vida para as comunidades vizinhas ao modal, como os bairros da Polêmica, Alto do Saldanha, Candeal e Santa Cruz.
Cerca de dois anos depois, as lojas continuam sem funcionar e o espaço está sendo depredado e ocupado de maneira irregular. Nas fotos é possível ver portas de vidro quebradas, além de objetos e lixo dentro dos espaços. Em uma das imagens, há uma mesa improvisada com esmaltes e uma panela.
Posicionamento da Prefeitura
Procurada pelo Bahia Econômica, a SEMOB (Secretaria de Mobilidade), responsável pela área do BRT, informou que o projeto enviado pela empresa vencedora da licitação para gerenciar o espaço está em processo de análise. Em nota, a pasta informou que o prazo para ocupação das áreas livres está dentro do previsto, conforme publicação do diário oficial.
No documento, a SEMOB afirma ainda que “acompanha cada etapa do processo para garantir que os locais tenham estruturas adequadas para atender a população”. Com a conclusão das etapas previstas, a previsão é que a empresa passe a assumir todo o processo de requalificação, manutenção e gestão dos espaços.



