

Os contribuintes brasileiros poderão deixar de preencher e enviar a declaração do Imposto de Renda dentro de alguns anos. A previsão foi apresentada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que defendeu a ampliação da automação dos serviços da Receita Federal para tornar o processo mais simples e menos burocrático.
A proposta prevê que as informações necessárias para a declaração sejam reunidas automaticamente pelo sistema da Receita, utilizando dados já enviados por bancos, empresas, operadoras de saúde e outras instituições obrigadas a prestar informações ao Fisco.
Segundo o ministro, a medida busca eliminar a necessidade de o cidadão dedicar tempo ao preenchimento de dados que já constam nas bases governamentais. A expectativa é que o modelo seja ampliado gradualmente até que a maior parte dos contribuintes precise apenas confirmar as informações apresentadas pelo sistema.
O projeto faz parte de uma estratégia de modernização dos serviços públicos e de digitalização dos processos tributários. Atualmente, a Receita Federal já disponibiliza a declaração pré-preenchida, que reúne diversos dados sobre rendimentos, aplicações financeiras, bens e despesas dedutíveis.
Apesar dos avanços, o órgão ainda recomenda que os contribuintes revisem cuidadosamente as informações antes do envio, já que os dados são fornecidos por diferentes fontes e podem conter inconsistências.
De acordo com o Ministério da Fazenda, a meta é expandir o alcance da declaração automatizada já nos próximos exercícios fiscais. A intenção é reduzir gradualmente as obrigações dos contribuintes e aumentar a eficiência do sistema tributário.
Caso o cronograma seja cumprido, a entrega tradicional da declaração poderá se tornar exceção dentro de dois ou três anos, marcando uma das maiores mudanças no relacionamento entre os cidadãos e a Receita Federal nas últimas décadas.
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