

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu nesta quarta-feira (14) a redução da jornada semanal de trabalho e afirmou que o fim da escala 6×1 poderá representar uma mudança significativa na rotina de milhões de brasileiros. A declaração foi feita antes da discussão de uma proposta que prevê diminuir a carga horária máxima de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial.
Durante o discurso, Alcolumbre destacou os benefícios que a mudança pode trazer para os trabalhadores, especialmente em relação ao descanso, à convivência familiar e aos cuidados com a saúde.
“À primeira vista, pode parecer uma mudança sutil. Mas, para quem acorda cedo, pega ônibus lotado, cumpre sua jornada e volta para casa no fim do dia, essa mudança é gigante”, declarou.
A proposta em análise no Senado estabelece a redução gradual da jornada máxima de trabalho para 40 horas semanais, mantendo os salários e garantindo dois dias de descanso por semana.
Segundo Alcolumbre, a mudança permitiria que os trabalhadores tivessem mais tempo para acompanhar a rotina dos filhos, visitar familiares, praticar atividades físicas e descansar.
“Um dia a mais de descanso é mais tempo para a família. É mais tempo para acompanhar a vida dos filhos, para visitar os pais, para estar presente. É mais tempo para cuidar da saúde, praticar um esporte ou simplesmente descansar”, afirmou.
O presidente do Senado também ressaltou que milhões de trabalhadores acompanham a discussão com expectativa e defendeu que o Congresso trate o tema com responsabilidade, considerando os diferentes posicionamentos sobre os impactos da medida.
Para ser aprovada no Senado, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) precisa receber pelo menos 49 votos favoráveis em dois turnos de votação.
Alcolumbre afirmou ainda que cumpriu o compromisso de colocar a matéria em pauta após as eleições, permitindo que os parlamentares discutissem o tema sem as pressões do período eleitoral.
“Hoje, cumpro a minha palavra. A matéria está na pauta para votação em primeiro turno no Senado Federal”, declarou.
A discussão marca mais uma etapa do debate sobre a jornada de trabalho no Brasil, que envolve questões como qualidade de vida, produtividade e os efeitos econômicos de uma eventual redução da carga horária.



