sexta, 09 de outubro de 2026
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FLÁVIO BOLSONARO NEGA PRIVATIZAÇÃO DA PETROBRAS

VICTOR OLIVEIRA - 09/10/2026 16:32

O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, negou nesta sexta-feira (9) que pretenda privatizar a Petrobras caso seja eleito. Ele também rebateu informações de que acabaria com o programa Farmácia Popular e afirmou que pretende ampliar os serviços oferecidos à população.

Durante declaração, o senador classificou os rumores sobre a privatização da estatal como “boataria do PT”. Sobre o Farmácia Popular, disse que não pretende encerrar o programa, mas promover mudanças para melhorar o atendimento aos beneficiários.

Entre as propostas mencionadas por Flávio está a possibilidade de entrega de medicamentos diretamente nas residências dos usuários. Ele também sugeriu o envio de mensagens por celular para lembrar os pacientes dos horários de tomar os remédios.

“Você não apenas vai receber o remédio, você vai receber um SMS avisando a hora que você tem que tomar o seu remédio, para você não esquecer”, disse. Ao final, o senador pediu que apoiadores ajudem a combater o que classificou como notícias falsas disseminadas pelo PT.

O senador também pediu que seus apoiadores ajudem a combater informações que considera falsas e que, segundo ele, estariam sendo divulgadas por adversários políticos.

A declaração ocorre após a circulação de publicações que associaram a candidatura de Flávio Bolsonaro a possíveis medidas de privatização da Petrobras, mudanças nas regras de aposentadoria e alterações na jornada de trabalho.

Na quinta-feira (8), o vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro André Mendonça, determinou a remoção de publicações dos deputados federais André Janones (Rede-MG) e Lindbergh Farias (PT-RJ) que atribuíam ao senador propostas como a privatização da Petrobras, o aumento da idade mínima para aposentadoria e a adoção da escala de trabalho 7×0.

A campanha de Flávio acionou a Justiça Eleitoral, alegando que essas medidas não estavam previstas no plano de governo do candidato.

Na mesma semana, o coordenador econômico da campanha, Adolfo Sachsida, também descartou a intenção de privatizar a Petrobras, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal.

Até o momento, as declarações do senador indicam a intenção de manter a Petrobras sob controle estatal e ampliar o atendimento do Farmácia Popular. Eventuais mudanças nos programas e nas políticas públicas dependerão das propostas formalizadas pela candidatura e, caso sejam eleitas, das medidas adotadas durante um eventual governo.

Foto: Sam Pancher/Metrópoles

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