

Os preços da alimentação fora do domicílio subiram 0,48% em setembro, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta sexta-feira (9) pelo IBGE. A alta ficou abaixo da inflação oficial do país, de 0,82%, e foi metade da variação da alimentação no domicílio, que subiu 0,96%. O grupo Alimentação e bebidas, que reúne os principais insumos de bares e restaurantes, avançou 0,83%.
A refeição, principal item do setor, subiu 0,49% no mês. No acumulado de 2026, ela registra alta de 4,01%, abaixo da alimentação no domicílio (4,44%) e do grupo Alimentação e bebidas (4,37%). O resultado mostra que o setor voltou a conter reajustes num mês em que os alimentos ficaram mais caros.
Do lado dos empresários, a pesquisa da Abrasel de setembro mostra que 38% dos estabelecimentos não conseguiram reajustar preços entre setembro de 2025 e agosto de 2026.
“Em setembro, os alimentos comprados para casa subiram o dobro do que os preços nos bares e restaurantes. O setor tem preferido segurar preços para não perder clientes, mesmo com o caixa mais apertado”, afirma Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel.
Entre os nove itens da alimentação fora do domicílio, o cafezinho teve a maior alta em setembro, de 2,57%. O item acumula 8,26% no ano e 9,76% em 12 meses, a maior variação do grupo nos dois recortes. Os demais itens subiram menos, a refeição 0,49% e o lanche 0,47%.
“Os reajustes não acontecem de forma igual no cardápio. Enquanto a refeição sobe abaixo dos alimentos, alguns itens específicos, como o cafezinho, têm reajustes maiores. Cada empresário tem calibrado os preços de acordo com os custos e com o que o cliente aceita pagar”, completa Solmucci.
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