

O Grupo Pão de Açúcar (GPA), conseguiu que a Justiça de São Paulo homologasse, nesta quarta-feira, 7, o seu plano de recuperação extrajudicial. A medida prevê a renegociação de cerca de R$ 4,5 bilhões em dívidas da companhia.
A proposta teve adesão de credores que representam 57,49% dos créditos sujeitos ao processo, percentual acima da maioria exigida pela legislação, segundo fato relevante divulgado pelo grupo.
Com a decisão, os débitos incluídos no plano, que não estão relacionados às operações correntes de fornecimento, serão pagos conforme uma das três modalidades previstas e escolhidas pelos credores.
GPA terá novas etapas após decisão
Com a homologação do plano, o GPA informou que vai avançar com as medidas necessárias para colocá-lo em prática.
Entre os próximos passos está a formalização de uma captação de R$ 200 milhões, além da elaboração dos documentos relacionados aos créditos incluídos na recuperação extrajudicial.
De acordo com a companhia, o plano contempla créditos quirografários que não estão ligados ao fornecimento corrente de produtos e mercadorias, à prestação de serviços ou aos contratos de aluguel. O valor total desses créditos chega a R$ 4,568 bilhões.
A empresa também informou que seguirá com a formalização dos instrumentos relacionados aos novos recursos e aos créditos sujeitos ao plano.
Operações seguem normalmente
O GPA afirmou que as atividades da companhia continuam funcionando normalmente e destacou que está em dia com as obrigações junto a fornecedores, clientes e demais parceiros que não fazem parte da recuperação extrajudicial.
Segundo o grupo, a recuperação extrajudicial representa uma etapa importante para a readequação dos passivos e a sustentabilidade da companhia.
A empresa também informou que continuará comunicando aos acionistas e ao mercado eventuais novos desdobramentos relevantes sobre o processo, conforme as exigências da regulamentação.
Ações do Pão de Açúcar sobem na Bolsa
A aprovação do plano também repercutiu no mercado financeiro. As ações do GPA (PCAR3) estavam entre as maiores altas da Bolsa nesta quarta-feira, 7.
Por volta das 13h30, os papéis avançavam 10,09%, cotados a R$ 3,71, após a divulgação da homologação pela Justiça de São Paulo.
No acumulado de outubro, as ações registram alta superior a 10%. Considerando os últimos 30 dias, a valorização passa de 30%.
Apesar dos ganhos recentes, o desempenho dos papéis ainda é negativo em períodos mais longos. Desde o início do ano, a queda supera 2%, enquanto, nos últimos 365 dias, o recuo se aproxima de 5%.
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