segunda, 05 de outubro de 2026
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IBOVESPA FUTURO DISPARA 8% APÓS FLÁVIO BOLSONARO FICAR À FRENTE DE LULA NO 1º TURNO

João - 05/10/2026 09:34

O Ibovespa Futuro opera em forte alta nos primeiros negócios desta segunda-feira (5), após o senador Flávio Bolsonaro (PL) terminar o primeiro turno da eleição presidencial à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Às 9h05 (horário de Brasília), o contrato subia 8,43%, aos 209.280 pontos.

Flávio liderou o resultado do primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula somou 45,16%, uma vantagem de cerca de 2,2 milhões de votos para o senador. O resultado contrariou a maior parte das pesquisas divulgadas na reta final e criou um novo ponto de partida para o mercado.

No exterior, as negociações já indicavam um início forte para a abertura das negociações nacionais. O ETF MSCI Brasil, listado na bolsa de Frankfurt, subia mais de 14%, enquanto as ações de empresas brasileiras listadas no exterior, incluindo o Itaú Unibanco e a Petrobras, se valorizavam.

Em discurso, Flávio afirmou que o resultado das urnas decreta “o fim da era PT” e comprometeu-se com o fim da reeleição caso eleito, afirmando que só precisará de um mandato para resolver os problemas do país. Já Lula tentou injetar ânimo em seus apoiadores ao prometer que começará de imediato uma nova campanha para virar o resultado na votação decisiva em 25 de outubro.

No exterior, preocupações com a situação fiscal da França levaram o euro a cair para o menor nível em 17 meses e pressionavam os ativos franceses, embora a redução das apostas em uma alta dos juros pelo Federal Reserve neste mês dê suporte aos mercados de forma mais ampla.

Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam em alta generalizada nesta segunda-feira, impulsionados pela recuperação do fluxo de petróleo do Oriente Médio, embora os elevados rendimentos dos títulos do Tesouro mantenham os investidores apreensivos.

Os mercados da China continental e da Coreia do Sul estavam fechados devido a feriados. Os preços do petróleo sobem com o aumento das exportações de petróleo bruto do Oriente Médio e a liberação de estoques de petróleo dos países do G7 elevando a oferta, apesar das preocupações contínuas com possíveis danos adicionais à infraestrutura petrolífera do Golfo em meio à guerra no Irã.

(Com Reuters)

 

REUTERS/Amanda Perobelli/Proibida reprodução

 

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