

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (1º) que o senador Jaques Wagner (PT) quer prestar depoimento no âmbito das investigações relacionadas ao Credcesta e ao Banco Master. A declaração foi dada durante entrevista ao Flow Podcast.
Ao comentar a situação do senador baiano, Lula afirmou que Wagner não tem relação com as irregularidades investigadas e disse que ele gostaria de ser ouvido pelas autoridades.
“Tudo que Jaques Wagner quer é ser chamado para prestar depoimento”, afirmou Lula.
Segundo o presidente, a origem do negócio está relacionada a uma política envolvendo a cesta básica na Bahia durante o período em que Wagner governava o estado. Lula afirmou que “Wagner vendeu para eles” e que “eles passaram a tomar conta disso”.
A operação envolvendo o Credcesta passou a ser relacionada ao Banco Master após a aquisição de parte do negócio por empresas ligadas à instituição.
Durante a entrevista, Lula afirmou que os responsáveis pelo negócio tentaram transformá-lo em banco e que isso acabou ocorrendo posteriormente, durante o governo de Jair Bolsonaro (PL).
Ao mencionar o então presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, Lula declarou: “O Roberto Campos deixou virar banco e começou a fazer maracutaia, fazer trambique e comprar o que não podia comprar”.
Sobre Jaques Wagner, o presidente voltou a negar qualquer envolvimento do senador nas irregularidades investigadas. Em seguida, afirmou que Wagner deseja prestar esclarecimentos às autoridades, mas ainda não teria sido chamado para depor.
Defesa de Wagner nega irregularidades
A defesa de Jaques Wagner nega irregularidades e sustenta que a origem do Credcesta ocorreu antes da atuação do Banco Master no negócio. O Credcesta surgiu a partir da privatização da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), responsável pela Cesta do Povo. Posteriormente, a operação passou por empresas associadas à PKL One e pelo Banco Máxima, instituição que mais tarde se tornou o Banco Master.
Foto: Reprodução/Youtube



