

A Origen Resources, empresa canadense de exploração mineral, informou que pretende avançar com a aquisição de 70% de participação no projeto Campo de Cima, área de 33.075 hectares localizada entre os estados da Bahia e do Piauí.
A empresa afirma que a região apresenta características geológicas compatíveis com depósitos de terras raras.
Inicialmente, a companhia deverá pagar US$ 100 mil à Santa Rosa e emitir 2 milhões de ações. No segundo aniversário do acordo definitivo, está prevista uma segunda e última parcela de US$ 100 mil, além da emissão de outras 4 milhões de ações.
A Origen também deverá investir US$ 1,5 milhão em atividades de exploração no período de até dois anos após a conclusão da etapa de diligência. Ao fim desse período, a companhia e a Santa Rosa deverão constituir uma joint venture com participações de 70% e 30%, respectivamente.
A Santa Rosa manterá ainda uma participação de 2% sobre royalties. Segundo os termos anunciados, metade desse percentual poderá ser adquirida pela Origen, a qualquer momento antes do início da produção comercial, por US$ 1,5 milhão.
De acordo com a Origen, a identificação inicial da área-alvo foi realizada pela Incorporadora e Mineração Santa Rosa Ltda., proprietária dos direitos sobre o projeto. A campanha de reconhecimento utilizou amostras de solo coletadas com espaçamento aproximado de 1,5 quilômetro.
A Origen afirma ter confirmado, durante sua própria diligência de campo, os resultados apresentados pela Santa Rosa.
A configuração geológica é apontada pela empresa como semelhante à observada em outros projetos brasileiros de terras raras hospedadas em argilas de adsorção iônica, como Serra Verde, em Goiás, e Caldeira, em Minas Gerais.
Esse tipo de depósito tem importância para o mercado de terras raras porque pode permitir métodos de extração que, em determinadas condições, demandam menos energia e utilizam processos químicos menos agressivos do que outras formas de recuperação dos minerais.
“Nosso trabalho de due diligence em campo superou as expectativas e estamos entusiasmados em avançar com a aquisição e a parceria com os proprietários. Acreditamos que o Nordeste do Brasil é, de fato, um novo polo de terras raras e temos a sorte de estar entre os primeiros a atuar na região, onde agora controlamos mais de 68.615 hectares. Atualmente, estamos planejando mobilizar equipes para nosso primeiro programa de exploração poucos dias após recebermos as aprovações regulatórias”, afirmou Gary Schellenberg, CEO e diretor da Origen.(Minera Brasil)