

“O caos é território do fascismo, não território da democracia.” O alerta é do senador Jaques Wagner (PT), que se reuniu, ao lado do governador Jerônimo Rodrigues e do ex-ministro Rui Costa, com representantes do movimento sindical nesta terça-feira (29), em Salvador. Para Wagner, o alvoroço típico do tempo de eleição exige atenção redobrada dos trabalhadores e de seus líderes, porque pode acabar abrindo espaço para a extrema-direita ameaçar os interesses do Brasil como nação.
“Eu não tenho dúvida que, do ponto de vista da nossa soberania, a oposição, uma vez eleita, vai fazer a gente virar apêndice dos americanos. É muito perigoso o momento que a gente está vivendo. Eles têm interesse em aniquilar qualquer tipo de oposição”, avaliou o senador, ao ligar o risco interno à ameaça externa à soberania nacional.
Wagner considera que já existe um plano dos Estados Unidos em curso no continente americano. “A gente sabe dos estadunidenses. Os caras querem lacrar a América do Norte, a América Central e a América do Sul a favor deles, por conta da briga com a China. Nós não estamos entrando nessa briga. Nós queremos ter relação com todo mundo e independência brasileira. Essa é a nossa máxima.”
A resposta para as ameaças, de acordo com o senador, está na voz das ruas e no poder do movimento sindical. Um dos exemplos citados por ele foi o avanço do fim da escala 6×1 no Congresso. “Hoje só existe fim da 6×1 porque um balconista de uma farmácia no Rio de Janeiro levantou a bandeira e contagiou todo mundo”, lembrou. Wagner encerrou pedindo votos para ele, Rui, Jerônimo e Lula, mostrando confiança de que todos serão eleitos no próximo dia 4 de outubro.
Fotos: Fernanda Souza