sábado, 26 de setembro de 2026
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COM ALTA DE 5,1%, MOEMA LIDERA VALORIZAÇÃO IMOBILIÁRIA EM SÃO PAULO

João - 26/09/2026 08:12

A busca por metro quadrado de alto padrão redefiniu as prioridades dos compradores em São Paulo e colocou a zona sul no topo dos melhores retornos da capital. Com um salto de 5,1% nos últimos 12 meses, o bairro de Moema garantiu a maior taxa de valorização imobiliária da cidade, desbancando regiões vizinhas e impulsionando um mercado que segue em ritmo de recuperação contínua.

O levantamento mais recente do Índice FipeZAP, elaborado pela Fipe em parceria com o Grupo OLX a partir da análise de mais de 718 mil anúncios, mostra que o preço médio do metro quadrado paulistano atingiu R$ 12.099 no mês de julho. No acumulado do ano, a alta da capital é de 1,7%, alcançando 3,7% no indicador anual. Esse movimento mantém o setor imobiliário da metrópole à frente do IGP-M (+2,76%), ainda que ligeiramente contido frente ao IPCA do mesmo período (+4,43%).

O mapa dos endereços mais valorizados

Enquanto Moema entrega o ritmo de crescimento mais acelerado (chegando a um valor de R$ 16.349/m²), o Itaim Bibi preserva o título de endereço mais caro da capital paulista: lá, o metro quadrado beira a marca dos R$ 20 mil, registrando expansão anual de 3,9%.

Confira onde estão as médias de preço mais elevadas em São Paulo:

Itaim Bibi: R$ 19.990/m²

Pinheiros: R$ 18.302/m²

Jardins: R$ 17.833/m²

Moema: R$ 16.349/m²

Vila Mariana: R$ 14.792/m²

Paraíso: R$ 13.943/m²

Perdizes: R$ 13.303/m²

Bela Vista: R$ 12.454/m²

Santana: R$ 9.090/m²

  1. Vila Andrade: R$ 8.347/m²

Para chegar a esses números com precisão, a metodologia da Fipe utiliza dados filtrados, coordenadas geográficas exatas e amostragem estratificada, minimizando as distorções que anúncios com valores fora do padrão poderiam causar.

Apesar do forte peso econômico de São Paulo, que ocupa a sétima colocação entre os municípios mais caros do país, o topo do ranking nacional pertence ao Espírito Santo. A cidade de Vitória se consolidou como o metro quadrado mais valorizado do Brasil, anotando R$ 15.448/m² e ultrapassando polos fortes da construção civil como Itajaí (R$ 15.403/m²) e Balneário Camboriú (R$ 15.295/m²).

A capital capixaba vem registrando forte pressão compradora, impulsionada por uma oferta limitada em áreas nobres e altíssima procura. Vitória liderou a alta mensal nacional em julho (+1,56%) e acumula expressivos 8,82% de alta em 2026, representando uma correção real expressiva que supera os índices inflacionários e chama a atenção de investidores focados na expansão de patrimônio.

Panorama brasileiro e tipologias

No contexto nacional, o Índice FipeZAP avançou 0,46% no mês de julho, mantendo trajetórias de alta em 49 das 56 localidades pesquisadas. Na visão acumulada dos últimos 12 meses, o preço médio das residências no Brasil atingiu R$ 9.900/m², registrando ganho geral de 5,46%, valorização superior tanto ao IPCA quanto ao IGP-M.

Outro detalhe destacado pelo estudo é o comportamento do preço por tipologia de imóvel. As unidades de um dormitório sustentam o maior preço médio por metro quadrado no país (R$ 12.123/m²), impulsionadas pela alta procura por locação e moradia individual em centros urbanos, segmento em que a busca por imóvel de alto padrão em São Paulo ganha forte tração entre quem investe na capital. Na outra ponta, as configurações de dois dormitórios figuram com o menor valor relativo médio, fechando o período em R$ 8.886/m².

 

Foto: Reprodução/Freepik

 

 

 

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