sexta, 25 de setembro de 2026
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PRÉVIA DA INFLAÇÃO DE SETEMBRO NA RM SALVADOR VOLTA A CRESCER E FICA EM 0,50%, MAS É A 2ª MENOR DO PAÍS

João - 25/09/2026 11:00

Em setembro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), calculado pelo IBGE, ficou em 0,50% na Região Metropolitana de Salvador (RMS). O indicador voltou a apresentar alta média de preços após dois meses seguidos de deflação (havia sido de -0,10% em julho e de -0,71% em agosto).

O IPCA-15 funciona como uma prévia da inflação oficial do mês, refletindo os preços coletados entre 15 de agosto e 15 de setembro. Mesmo com a alta, o índice da RM Salvador em setembro ficou abaixo do nacional (0,70%) e foi o 2º menor entre os 11 locais pesquisados, superior somente ao da RM Recife/PE (0,44%). Por outro lado, os maiores aumentos foram registrados em Goiânia/GO (0,95%), e nas RM Belo Horizonte/MG (0,79%) e Rio de Janeiro/RJ (0,77%).

Com esse resultado, o IPCA-15 da RMS acumula alta de 3,50% no ano de 2026, ficando abaixo do registrado no Brasil como um todo (3,82%) e sendo o 2º mais baixo entre os 11 locais investigados separadamente, superior apenas ao índice da RM Curitiba/PR (2,55%). Já no acumulado nos 12 meses encerrados em setembro, o IPCA-15 da RMS está em 3,93% e é o 4º menor entre as 11 áreas pesquisadas. O resultado é inferior ao indicador nacional (4,47%).

O IPCA-15 de setembro na Região Metropolitana de Salvador (0,50%) foi resultado de aumentos nos preços de sete dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados para o cálculo do índice.

A habitação (2,03%) registrou o maior aumento e exerceu a principal pressão inflacionária na RMS em setembro, segundo o IPCA-15. O grupo voltou a registrar alta média de preços após dois meses de deflação.

A alta do grupo se deu, principalmente, por causa da energia elétrica residencial (7,41%), item que, individualmente, mais puxou o IPCA-15 da região para cima. Por outro lado, o gás de botijão (-1,84%) apresentou importante redução de preços, ajudando a segurar a alta da habitação na região.

Também voltando a apresentar crescimento após dois meses de deflação, o grupo alimentação e bebidas (0,39%) teve somente a 6ª maior alta, mas, por ter o maior peso no consumo das famílias na RM Salvador, exerceu a 2ª principal pressão inflacionária na região, em setembro.

Itens como o leite longa vida (4,66%), a refeição fora do domicílio (0,73%) e o tomate (14,87%) puxaram os preços do grupo para cima. Mas, por outro lado, o café moído (-3,21%), a batata-doce (-19,36%) e o feijão carioca (-7,94%) foram os itens que mais ajudaram a segurar o IPCA-15 dos alimentos na RMS em setembro.

Por outro lado, dois grupos registraram deflação (queda média de preços) na prévia da inflação de setembro, na RM Salvador: transportes (-0,04%) e saúde e cuidados pessoais (-0,02%).

A leve queda dos transportes foi influenciada principalmente pelos combustíveis (-3,12%), em especial a gasolina (-3,11%), item que mais segurou o IPCA-15 do mês, e o etanol (-4,46%). Por outro lado, as altas da passagem aérea (18,29%) e do conserto de automóvel (1,84%) seguraram a deflação geral do grupo.

Já o grupo da saúde e cuidados pessoais foi influenciado pela redução dos preços dos produtos de higiene pessoal (-0,50%), como o produto para cabelo (-2,44%), assim como os produtos farmacêuticos (ou “remédios”) (-0,13%), como o hipotensor e hipocolesterolêmico (-1,86%).

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