quinta, 24 de setembro de 2026
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VALOR DA PRODUÇÃO FLORESTAL BAIANA CAI ENTRE 2024 E 2025 E CHEGA A R$ 1,952 BILHÃO

João - 24/09/2026 10:07

Em 2025, a produção primária florestal na Bahia (soma da extração vegetal e da silvicultura) gerou um valor de R$ 1,952 bilhão, representando uma queda nominal (sem descontar eventuais efeitos do fator preços) de 13,2% frente ao resultado de 2024 (que havia sido um recorde, de R$ 2,249 bilhões). Foi a primeira redução no valor da produção florestal baiana após cinco anos consecutivos de altas.

A queda entre 2024 e 2025 se deu, exclusivamente, por conta do desempenho da silvicultura (plantação de florestas para fins comerciais), cujo valor gerado também apresentou redução pela primeira vez após cinco anos. Por outro lado, o valor da extração vegetal teve seu quinto aumento seguido, no estado.

De um ano para o outro, a Bahia mostrou recuo de 14,3% no valor gerado pela silvicultura: de R$ 2,089 bilhões, em 2024, para R$ 1,791 bilhão em 2025 (menos R$ 298,1 milhões em um ano). Ainda assim, essa atividade representava R$ 9 em cada R$ 10 gerados pela produção florestal no estado (91,7% do total), em 2025. A Bahia seguiu com o 7º valor gerado pela silvicultura no país.

Já a extração vegetal baiana gerou R$ 161,4 milhões em 2025, num aumento de 0,9% em relação a 2024 (mais R$ 1,5 milhão). A Bahia se manteve na 9ª posição no ranking nacional do valor da extração vegetal.

Ao contrário da Bahia, no Brasil como um todo, o valor gerado pela produção primária florestal aumentou pelo sexto ano seguido e chegou ao recorde de R$ 47,9 bilhões em 2025 (+6,7% frente a 2024). O incremento se deu por conta da alta na silvicultura, que gerou R$ 41,0 bilhões em 2025, 8,6% a mais do que em 2024. Por outro lado, a extração vegetal teve queda de 3,1%, ficando com R$ 6,9 bilhões.

Apesar da queda entre 2024 e 2025, a Bahia se manteve na 8ª posição entre os estados no valor da produção primária florestal, respondendo por 4,1% do total nacional. Minas Gerais lidera, com R$ 9,4 bilhões (19,5% do total), seguido por Paraná (R$ 7,5 bilhões ou 15,7%) e Mato Grosso do Sul (R$ 5,7 bilhões ou 11,8%).

Foto: Divulgação

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