quinta, 24 de setembro de 2026
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RESERVA ATUA NA PRESERVAÇÃO AMBIENTAL DE MATA ATLÂNTICA

João - 24/09/2026 12:54 - Atualizado 24/09/2026

Na semana em que é iniciada a primavera, a estação das flores, um lugar no Baixo Sul baiano, mais precisamente em Igrapiúna, se destaca pela grande diversidade da flora em uma área de conservação de 118 hectares de Mata Atlântica. É a Reserva Espinita, uma área de proteção ambiental estadual e que, neste ano, celebra 10 anos do reconhecimento como Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (Inema). Considerado um instrumento na preservação da flora e da fauna local, que começou como fazenda cacaueira, seringueira e de cravo-da-índia e, atualmente, e se transformou em importante centro de pesquisa recebendo cerca de 130 visitantes por ano, incluindo professores, estudantes, pesquisadores e ecoturistas.

Dentro de uma área total de 150 hectares, sendo mais da metade de mata preservada, a Reserva Espinita possui 230 espécies de plantas nativas catalogadas, segundo levantamentos preliminares , incluindo as que dão flores, como Embiruçu, Juerana, Paratudo, Landirana, Oiti, Copaíba, Sapucaia, Jacarandá-da-baía, Bacupari e Muricis. Já na fauna, é uma reserva com 228 espécies de aves, como beija-flores, sendo reconhecida como Important Bird and Biodiversity Area (IBA) pelo Programa Áreas Importantes para a Conservação de Aves, e 24 de mamíferos, a exemplo da Preguiça-de-Coleira e da Sussuarana, além dos fungos. Também há 16 nascentes que abastecem 3 rios e desaguam na Baía de Camamu.

O desejo de transformar a Reserva Espinita em uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) começou na década de 90, quando a manutenção da mata preservada fez com que Antônio Maia, médico veterinário e gestor da Espinita, passasse a ter mais interesse sobre a ideia de conservação do espaço em um lugar de Mata Atlântica. No início dos anos 2000, o aprendizado sobre o processo de transformação de área privada em uma unidade de conservação equivalente ao de um parque nacional foi relevante para tornar a Reserva em RPPN. No ano de 2016, o local foi reconhecido pelo Inema e passou a ser visitado por interessados nos estudos relacionados ao meio ambiente, a exemplo de estudantes de universidades públicas e privadas, como as Federal da Bahia (UFBA) e Estadual de Santa Cruz (UESC).

Dentro desse meio da pesquisa, a Espinita é referência para troca de conhecimentos, como pesquisas universitárias, que auxiliaram até para identificação de espécies. “Em uma área de Mata Atlântica, o trabalho de preservação realizados pelos pesquisadores é necessário para preservação e manutenção da floresta. Pensando em ampliar o acesso à informação, lançamos um site oficial como uma nova ferramenta para troca de conhecimento, realizações de estudos e, principalmente, apresentar nossa história”, ressalta Antônio Maia, concluindo que o site também inclui o Guardiões de Espinita, novo programa da Reserva criado com o propósito de aproximar os interessados em estudar a Mata Atlântica.

Programa Guardiões da Espinita

Para dar continuidade ao trabalho da Reserva Espinita, o programa Guardiões de Espinita foi desenvolvido para formar parcerias e também arrecadar doações para a manutenção e expansão do espaço. O apoio pode ser financeiro, em materiais, equipamentos ou em serviços, e pode ser utilizado de forma integral como cashback na contratação de produtos da Reserva Espinita. Mais informações sobre como se tornar um guardião, benefícios, projetos em curso, transparência, galeria de guardiões estão disponíveis no portal https://www.reservaespinita.com.br/.

Fonte: Ascom / VOAH Comunicação

Fotos:

Mata Atlântica – Crédito: Instituto Água Boa

Landirana – Crédito: Antônio Maia / Reserva Espinita

Murici – Crédito: Antônio Maia / Reserva Espinita

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