

O senador Jaques Wagner (PT) defendeu que a Bahia e o Brasil adotem uma estratégia de valorização de terras raras e não deixem para estrangeiros o processamento dessas riquezas tão importantes no mundo moderno. Em sabatina à TVE Bahia, nesta quarta-feira (23), Wagner salientou que vai fazer o possível no Senado para que a desvalorização do minério de ferro, por exemplo, não se repita com os minerais críticos.
“O potencial mineral brasileiro e da Bahia é significativo. Nós temos minas, inclusive aqui no sul do estado, que a concentração de minério é infinitamente maior do que o minério de outros países. É óbvio que a gente não pode seguir a vida inteira sendo exportador de matéria prima”, explicou o senador, uma vez que as terras raras se mostraram essenciais para componentes eletrônicos avançados e tecnologias de energia limpa.
Wagner reforçou que o primeiro passo do plano que imagina para o país foi dado após a sanção da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos pelo presidente Lula, há pouco mais de uma semana. “A lei, na verdade, é para proteger a nossa soberania e para dizer, se alguém vir fazer o uso dos minerais do Brasil, que eles vão ter que verticalizar a produção. Ou seja, nós temos que processar esses minerais aqui dentro, agregar valor e aí sim exportar”, disse.
Na avaliação do senador, a presença de capital estrangeiro no setor não é um problema em si, desde que a produção seja verticalizada no país. “Nada contra algum estrangeiro que queira vir aqui trabalhar com minerais raros, mas ele vai ter que processar isso aqui dentro. Se isso não acontecer, nós deixamos de gerar emprego. Nós não podemos exportar apenas a matéria-prima”, concluiu.



